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Presidente da Microsoft joga água fria em interesse do Yahoo

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REUTERS

SÃO PAULO - A gigante do software Microsoft descartou especulações de que poderia estar interessada em adquirir o grupo de Internet Yahoo.

- Nós apresentamos uma oferta, nós apresentamos uma segunda oferta... E agora já deixamos tudo isso para trás - disse o presidente-executivo da Microsoft, Steve Ballmer, em um almoço de negócios em Sydney, na sexta-feira, quando perguntado sobre os planos da empresa depois que uma parceria entre Yahoo e Google foi cancelada esta semana.

- Tentamos em dado momento formar uma parceria com eles nos serviços de busca e isso tampouco funcionou; nós decidimos fazer outra coisa, e eles também. Não estamos interessados em voltar atrás e reconsiderar uma aquisição. Não sei por que isso interessaria a eles, também, para ser franco, disse Ballmer.

O executivo acrescentou que ainda há oportunidade de alguma forma de parceria em buscas.

Os comentários de Ballmer surgiram dois dias depois que as ações do Yahoo dispararam devido a rumores publicados em um blog sobre negociações avançadas entre Yahoo e Microsoft para uma aquisição, a preço de entre US$ 17 e US$ 19 por ação. O blog também afirmava que o presidente-executivo do Yahoo, Jerry Yang, renunciaria ao posto.

A Microsoft retirou sua oferta não solicitada de aquisição, por US$ 47,5 bilhões, em maio. O objetivo do grupo de software era preencher um dos vazios em sua linha de serviços ao adquirir um serviço de buscas que permitisse combater melhor o Google, líder desse mercado.

Em junho, Google e Yahoo, líder e vice-líder no mercado de buscas na Internet, anunciaram planos para uma parceria, que o Yahoo via como maneira de se defender da Microsoft.

As duas empresas adiaram a implementação do pacto para permitir que o Departamento da Justiça o revisasse, mas o Google mais tarde optou por abandonar o acordo, em lugar de enfrentar uma disputa legal prolongada depois que as autoridades regulatórias norte-americanas expressaram preocupação com os termos do negócio e seus efeitos na competição.

Yang declarou na conferência Web 2.0 Summit, em San Francisco, quarta-feira, que acreditava que um acordo entre Microsoft e Yahoo ainda fosse a melhor opção para a Microsoft.