CIÊNCIA E TECNOLOGIA

Túmulo romano de 2.000 anos selado para impedir 'fuga de mortos' é desenterrado na Turquia

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Por JORNAL DO BRASIL
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Publicado em 18/03/2023 às 16:27

Alterado em 18/03/2023 às 16:27

Aqueles que os enterravam aparentemente estavam com medo de algum tipo de retaliação e, portanto, usavam todos os meios à sua disposição para manter a pessoa falecida em segurança no solo Ministério das Antiguidades do Egito

Equipe de arqueólogos da Universidade KU Leuven e do Instituto Real de Ciências Naturais da Bélgica relatou práticas funerárias incomuns usadas por pessoas do início da era do Império Romano que viviam no que hoje é a parte sudoeste da Turquia.

Em seu estudo publicado na revista "Antiquity", o grupo descreve o local de enterro e os artefatos lá encontrados. Pesquisadores estudaram um local situado em Sagalassos, e objetos descobertos no sítio datam de aproximadamente 100 a 150 d.C., escreve Phys.org.

Análises anteriores revelaram que o local foi habitado pelos romanos desde o século V até XIII d.C., com uma cultura e construções pertencentes ao estilo da arquitetura romana. A equipe fazia parte do Projeto de Pesquisa Arqueológica de Sagalassos e estava trabalhando nos arredores do local da escavação quando evidências de cremações da era romana vieram à tona.

Os artefatos revelaram que os habitantes locais da época haviam realizado cremações de forma diferente dos outros da era romana, em vez de usar piras funerárias, coletando os restos e movendo-os para outro lugar, as pessoas de Sagalassos realizavam suas cremações no lugar. Assim, não havia necessidade de movê-los.

Eles também descobriram que itens como pregos intencionalmente dobrados e enterrados com os restos era um exemplo sem igual. Além disso, ao contrário da maioria dos outros locais de cremação da época o de Sagalassos foi selado sob uma cobertura de cal e tijolo.

Arqueólogos sugerem que os ritos funerários ímpares eram efetuados para evitar que a pessoa falecida escapasse. Aqueles que os enterravam aparentemente estavam com medo de algum tipo de retaliação e, portanto, usavam todos os meios à sua disposição para manter a pessoa falecida em segurança no solo.

Os pregos dobrados, por exemplo, eram provavelmente usados como uma espécie de "barreira mágica", sendo colocados ao redor dos ossos carbonizados e cinzas dos restos mortais.

Os envolvidos no enterro aparentemente usaram cal como um meio para evitar que a pessoa ou o seu espírito escapassem do solo, e não por razões estéticas. (com agência Sputnik Brasil)

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