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Sem abadá, bloco da "pipoca" garante alto astral com folia em Salvador

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Separados por cordas de quem escolheu pagar até R$ 600 por um abadá, o bloco da “pipoca” mostra que o alto astral do Carnaval de Salvador vale para todos os públicos. “Carnaval na Bahia é assim, é para todo mundo”, conta a animada Cida Cavalcanti, que fez planos para todos os dias de folia, sempre na pipoca - como são chamados os foliões que não fazem parte de nenhum bloco.

“Hoje vim ao (circuito) Campo Grande por causa de Ivete, amanhã vejo a programação e escolho onde vou”, disse.

Já Ari Novais viajou de Amália Rodrigues, no interior baiano, para Salvador, e faz planos de curtir o Carnaval apenas na pipoca, por opção. “O abadá não custa tão caro, mas quem sai no bloco só vê aquele artista. Na pipoca você vê um pouco de tudo”, afirma.

Problemas de segurança também não intimidam esses foliões. “Tem gente violenta dentro de fora do bloco. Não é o abadá que divide pessoas boas de pessoas ruins”, argumenta Ari.