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Tostão diz que a Espanha é o "Brasil de outras épocas"

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Portal Terra

SÃO PAULO - Um dos integrantes da Seleção Brasileira de 1970 acompanhou a opinião do ídolo holandês Johann Cruyff, que não pagaria para ver uma partida da equipe de Dunga. Tostão, menos crítico e mais analítico do que o astro que liderou o time laranja nas Copas de 1974 e 1978, disse em entrevista ao jornal El País que a Espanha é responsável por um estilo de jogo envolvente, enquanto os representantes do futebol pentacampeão mundial adotaram um esquema diferente, com menos show e mais objetividade.

Tostão lembrou que o futebol mudou muito nos últimos anos e disse que os brasileiros assimilaram uma maneira diferente de atuar. Para o ex-meio-campista, porém, outros times atuam de forma semelhante à Seleção e tampouco "mereceriam" uma entrada paga por Cruyff - diferentemente da Espanha, "o Brasil de outras épocas", como classificou.

Àqueles que sonham em reviver um futebol de uma beleza plástica, assim como na época de Tostão, o desejo é impossível. Saudosista, o tricampeão mundial avisou que "o futebol de fantasia não existe". O ex-meio-campista, entretanto, afirmou que uma final na África do Sul entre brasileiros e espanhóis seria interessante por representar um choque de estilos.

Mas o "conformismo" de Tostão em relação à nova fase do futebol mundial não impediu o ex-jogador de externar suas opiniões a respeito da Seleção Brasileira. O ex-craque reclamou a não convocação de Ronaldinho, a quem chamou de "tão brilhante" e "melhor que todos os demais" mesmo a 40% do seu potencial.