Portal Terra
DA REDAÇÃO - Acabou a Copa do Mundo para os anfitriões. A África do Sul, mesmo com uma missão quase impossível para se classificar, lutou diante de sua torcida e venceu a França por 2 a 1; porém, o resultado não foi suficiente para evitar a eliminação precoce. Superados pelo México no saldo de gols, os sul-africanos tiveram uma despedida honrosa do torneio, vencendo seu primeiro jogo no Mundial. Foi a primeira vez na história que um país-sede caiu na fase de grupos.
Já os franceses, apesar de terem sido eliminados na mesma partida, tiveram uma queda bem mais dolorida. A participação dos atuais vice-campeões mundiais foi um completo fiasco, marcado por conflitos de vestiário e exibições fraquíssimas em campo. O oposto disso foi a Argentina: os comandados de Maradona mantiveram sua campanha 100% ao vencer a Grécia por 2 a 0.
Nos outros jogos do dia, o Uruguai venceu o México e se garantiu na ponta do Grupo A, fugindo dos argentinos nas oitavas. E no Grupo B, em uma partida emocionante, a Coreia do Sul conquistou a segunda vaga ao segurar um empate por 2 a 2 com a Nigéria, que abusou do direito de perder gols.
Os primeiros jogos simultâneos da Copa do Mundo de 2010 decidiram a classificação do Grupo A. Em Bloemfontein, os sul-africanos precisavam vencer os franceses e tirar uma grande diferença no saldo de gols em relação ao perdedor de Uruguai x México. Fizeram sua parte: gols de Khumalo e Mphela deram ao time da casa a vantagem de 2 a 0, fazendo a torcida sonhar com a vaga nas oitavas.
A boa exibição da África do Sul foi facilitada pela atuação totalmente apática do remendado time da França. O técnico Raymond Domenech barrou vários titulares - entre eles, o capitão Evra. Manteve Henry no banco, optando por Cissé e Gignac no ataque para substituir o dispensado Anelka. E voltou a escalar Gourcuff, que teria sido alvo de boicote dos outros jogadores da seleção. Gourcuff retribuiu sendo expulso ainda no primeiro tempo, após cotovelada em Sibaya.
Na segunda etapa, Malouda diminuiu para os franceses, deixando distante da realidade o sonho sul-africano. Veio o apito final e as duas seleções morreram abraçadas; os semblantes, porém, não poderiam ser mais diferentes. Os anfitriões tiveram o esforço reconhecido pela torcida e foram aplaudidos. Os europeus, rachados em conflitos internos, saíram cabisbaixos, envergonhados. Domenech se recusou a cumprimentar Parreira após o jogo. Uma equipe perdida.
Enquanto isso, em Rustemburgo, o Uruguai confirmava a primeira colocação da chave. Uma cabeçada certeira de Suárez garantiu a vitória por 1 a 0 sobre o México, que voltou a apresentar ótima movimentação e troca rápida de passes, mas falhou novamente nas finalizações. O preço da falta de pontaria será caro: enfrentar a Argentina nas oitavas de final, em uma reedição do que aconteceu na Copa do Mundo de 2006.
Argentina que voltou a mostrar força e manteve a liderança do Grupo B com uma vitória por 2 a 0 sobre a Grécia. Maradona escalou um time misto, mas manteve Messi e deu a ele a braçadeira de capitão; tudo para que o camisa 10 marcasse seu primeiro gol na Copa. O melhor do mundo, porém, sofreu para escapar da marcação individual de Papastathopoulos, e não brilhou enquanto o placar esteve zerado.
A impressionante retranca grega só foi furada aos 32min do segundo tempo, em um gol de Demichelis. Depois, o veteraníssimo Palermo, 36 anos, aproveitou rebote de chute de Messi e marcou seu primeiro gol em Mundiais, minutos depois de ter entrado em campo. Os 2 a 0 foram pouco para traduzir o completo domínio argentino na partida.
A outra vaga da chave esteve perto de ficar com a Nigéria, mas os africanos cometeram um vacilo atrás do outro. Depois de terem saído na frente diante da Coreia do Sul, com um gol de Uche, cederam a virada: Lee Jung-Soo e Park Chu-Young marcaram em lances de bola parada. Uma vitória simples daria a vaga aos nigerianos, que precisavam da virada.
Foi aí que começou o festival de gols perdidos. Yakubu desperdiçou a chance mais clara da Copa do Mundo ao chutar para fora da pequena área, com o gol vazio. O atacante se redimiu ao converter pênalti pouco depois, empatando o jogo. Só faltava um gol para a Nigéria ficar com a vaga, mas ele não veio: Martins e Obinna perderam mais oportunidades, e a classificação ficou com os sul-coreanos - que terão o Uruguai pela frente nas oitavas.