Portal Terra
JOHANNESBURGO - Comentarista de uma emissora de televisão da África do Sul durante a Copa do Mundo, o técnico Luiz Felipe Scolari comentou a confusão dentro da seleção francesa. Para Felipão, a crise dentro da seleção europeia é apenas um troco pela classificação injusta contra a Irlanda, nas Eliminatórias. Na ocasião, o atacante Henry ajeitou a bola com a mão antes de dar a assistência para Gallas marcar o gol da classificação dos campeões mundiais de 1998.
"Eles estão vivendo uma situação que merecem, porque o gol com a mão quando foi feito lá, todos acharam interessante. Todo mundo achou bonito, aplaudiu, achou que aquilo era o correto. Então, agora a confusão existente que eu não sei qual é, vai acabar com a desclassificação e todo mundo contente com a mão do Henry".
A crise na seleção francesa começou depois da derrota para o México, por 2 a 0. O atacante Anelka discutiu asperamente com o técnico Raymond Domenech e foi cortado da equipe. Em represália, a atitude dos membros da Federação Francesa de Futebol, os outros jogadores decidiram não treinar dois dias antes da partida contra a África do Sul.
Outra seleção que passa por algumas dificuldades dentro do elenco é a Inglaterra. Com dois empates em duas partidas, já começaram a surgir informações de que o grupo de jogadores não estaria mais tão fechado com o técnico Fabio Capello. O zagueiro John Terry, que falou com jornalistas no domingo, desmentiu a existência de uma forte discussão com Capello.
Felipão que trabalhou com alguns jogadores do "English Team", como o próprio Terry e Lampard, saiu em defesa do trabalho de Capello. "Surpreende que o jogador queira escalar jogador. Eles tem é que jogar bola, tem é que fazer a parte deles. O técnico foi contratado para trabalhar, organizar sua equipe, montar. O Capello tem uma retrospectiva bem maior do que aqueles jogadores que lá estão. É bom que tenham respeito, sigam as orientações do Capello e façam o que ele está pedindo".
Segundo o técnico brasileiro, os jogadores não conseguirão tirar o poder de liderança de Capello como vem acontecendo na França. "Em virtude da liderança que o Capello sempre teve, não acho que algum jogador chegue perto, se aproxime ou imagine que através de uma conversa possa escalar A, B ou C. Enquanto o Capello for Capello, quem manda é ele, quem dirige é ele, com as ideias dele. Quem não tiver contente que peça as contas e saia", disse Felipão que crê na classificação da Inglaterra para as oitavas.