"A grande variável continua sendo o dólar, com a valorização da moeda, os preços das matérias-primas caem e com isso as ações ligadas a elas são as mais penalizadas, uma vez que elas são os carros-chefes. Além disso, continuamos seguindo o movimento dos índices norte-americanos", avalia José Costa Gonçalves, diretor da Indusval Corretora.
Dentre as blue chips, as preferenciais da Petrobras e da Vale terminaram a sessão em baixa de 2,25% e 1,59% respectivamente. Enquanto que os papéis preferenciais da Gerdau recuaram 3,64% no pregão, as ordinárias da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) caíram 3,57%.
Por sua vez, os destaques positivos do Ibovespa ficaram por conta do setor elétrico. As ações ordinárias da Light registraram valorização de 3,76% no pregão, seguida pelas preferenciais da Eletropaulo e Cesp que subiram 3,49% e 2,25%, respectivamente. Na direção contrária, as preferenciais da Copel perderam 6,27%.
"O mercado está olhando para as ações do setor de energia porque elas são boas pagadoras de dividendos e tradicionalmente têm forte geração de caixa. Já os papéis da Copel repercutem a decisão do governador do Paraná, Roberto Requião, em não repassar o aumento nos preços de energia aos consumidores", afirma o diretor da Indusval Corretora.
Ainda no âmbito doméstico, os agentes tomaram conhecimento dos dados de vendas no varejo. O indicador recuou 0,2% em abril deste ano, frente a março. Já a receita nominal teve leve alta de 0,2%, na mesma base de comparação. Para a instituição, os números demonstram estabilidade do segmento.
No cenário externo, os investidores monitoraram a divulgação de dados econômicos importantes. O Índice de Preços ao Produtor norte-americano (PPI, sigla em inglês) registrou inflação de 0,2% em maio de 2009. A construção de novas residências cresceu 17,2% em maio, com taxa anual de 532 mil. O mercado também acompanhou que a produção industrial dos Estados Unidos caiu 1,1% em maio, frente ao mês anterior. A capacidade industrial utilizada caiu para 68,3% em maio.
"Os dados sobre a economia norte-americana mostram que o país está reagindo à crise financeira e que a tendência de queda nos números parou", acredita, Gustav Penna, economista-chefe do Banco Geração Futuro.
(Déborah Costa - IN)