Pela manhã os agentes financeiros monitoraram dados de inflação. O Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S) que apresentou variação de 0,43% na primeira semana de junho. Já o Índice Geral de Preços - Disponibilidade Interna (IGP-DI) de maio ficou acima do teto das expectativas do mercado (0,10%), registrando alta de 0,18%.
Após quatro semanas seguidas de piora das projeções, o mercado financeiro melhorou a estimativa para o Produto Interno Bruto (PIB) em 2009. Segundo o Boletim Focus divulgado pelo Banco Central (BC), a expectativa de contração da economia melhorou de -0,73% para -0,71%. Apesar dessa melhora, o número esperado segue pior que o verificado há quatro semanas, quando a previsão de queda da atividade era de -0,44%.
Na mesma pesquisa, analistas pioraram a expectativa para o comportamento da produção industrial em 2009. A mediana das estimativas de contração do setor piorou de -4,50% para -4,78%, na terceira queda seguida. Há quatro semanas essa estimativa era de -4,13%. Por outro lado, os agentes consultados pelo BC não alteraram pela terceira semana seguida a estimativa para a inflação oficial neste ano. Dessa forma, a perspectiva para o IPCA continua em 4,33% de alta.
Outro dado acompanhado pelo mercado foi o índice de emprego na indústria brasileira que teve queda de 0,7% em abril deste ano, na comparação com o mês anterior.
As atenções no mercado de renda fixa voltam-se para a reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) agendada para amanhã e quarta-feira. No mercado, por enquanto, a única certeza é de que a taxa Selic irá cair, e que atingirá, pela primeira vez na história, o nível de um dígito. Isto porque, embora a maioria dos analistas aposte em corte de 0,75 ponto, há quem coloque fichas na hipótese de 1 ponto.
(Maria de Lourdes Chagas - IN)