Os grupos Despesas Pessoais (6,65%) e Habitação (0,45%) foram os que pressionaram a inflação para cima, com contribuição conjunta de 0,35 p.p.. No sentido oposto, os que apresentaram menor contribuição foram Alimentação (-0,34%) e Transporte (-0,33%).
A alta de 6,65% do grupo Despesas Pessoais reflete a expansão do subgrupo Fumo e Acessórios (15,91%), em resposta ao aumento no preço do cigarro, que foi de 16,24%.
No segmento de Habitação, as taxas de seus subgrupos foram distintas: locação, impostos e condomínio (0,17%), operação do domicílio (0,84%) e conservação (-0,49%). A taxa do grupo Saúde (0,27%) reflete os aumentos ocorridos no subgrupo assistência médica (0,37%), que foi resultado dos reajustes nos seguros e convênios médicos (0,46%) e nos exames de laboratórios (0,30%). Os medicamentos e produtos farmacêuticos (-0,11%) apontaram ligeira deflação.
No setor de Equipamentos Domésticos houve uma deflação de 0,70%, em função de seu subgrupo Eletrodomésticos (-1,44%). Os itens: máquina de lavar roupa (-3,94%), geladeira (-3,36%) e fogão (-2,92%) registraram quedas em suas taxas.
No Transporte, a taxa ficou negativa em 0,33% em maio, resultado da baixa de preço ocorrida no transporte individual (-0,46%), tendo os combustíveis (-0,80%) como os grandes responsáveis, e dentre eles o álcool (-3,52%) que se destacou, com queda extraordinária.
De acordo com cálculo do Dieese, a deflação no grupo de Alimentos reflete o subgrupo dos produtos in natura e semielaborados (-1,42%). Nos últimos 12 meses, o ICV acumula alta de 5,12%.
(DC - IN)