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Região Portuária do RJ custará US$ 187 milhões

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SÃO PAULO, 12 de maio de 2009 - Maltratada e abandonada por décadas, a Região Portuária renovou a esperança deixar de ser posta de lado por sucessivas administrações. O ministro do Turismo Luiz Barreto e o prefeito Eduardo Paes assinaram, nesta terça-feira, o Programa de Desenvolvimento do Turismo (Prodetur) do Rio, cujo investimento previsto na revitalização da Região Portuária é de US$ 187 milhões, distribuídos em cinco anos. Serão contemplados os bairros da Gamboa, Santo Cristo, Saúde e área da Praça Mauá; além da região do Pólo Turístico do Rio Antigo, que inclui Centro, Lapa e Santa Teresa.

Durante a cerimônia, realizada no Palácio da Cidade, em Botafogo, o ministro e o prefeito assinaram o memorando de entendimento do Prodetur, que oficializa a abertura da linha de financiamento para a aplicação dos recursos. Paes entregou uma carta-consulta com os principais itens do programa de revitalização. Metade dos custos será bancada pelo Ministério do Turismo, o restante será obtido como o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID).

Na proposta apresentada pela prefeitura, a maior parte dos recursos (US$ 89.390.000) será investida na revitalização da Praça Mauá, na implantação do Binário do Porto (via que integra Praça Mauá e São Cristóvão) e a criação de um corredor para o turista. Outros US$ 69.170.000 serão investidos na criação do Museu do Amanhã, Pinacoteca do Rio, Galpões Culturais, Receptivo para turistas e na recuperação do Morro da Conceição.

"Revitalizar a Zona Portuária é fundamental para que a cidade não só recupere um patrimônio histórico fantástico, mas também a sua identidade, como a região onde começou o Rio de Janeiro", afirmou o prefeito.

O Instituto Pereira Passos, a Secretaria Municipal de Obras e a de Cultura preferiram não se pronunciar sobre o projeto, alegando desconhecer seus detalhes por estar ainda em fase inicial. De acordo com o diretor do Prodetur, Edimar Silva, o Ministério do Turismo deve adiantar cerca de R$ 300 mil a R$ 400 mil para que a prefeitura do Rio faça o Plano de desenvolvimento integrado do turismo sustentável (Pdits) da região.

"Trata-se de um estudo da Região Portuária que vai detalhar as atividades que se pretende implementar ali", explica Edimar Silva. - Detalha um plano do que se pretende fazer com a verba, qual tipo de turista se pretende atingir. Essas intervenções vão gerar receitas, com as quais se pagará o empréstimo do BID.

O contrato entre o BID e a prefeitura deve ser assinado no segundo semestre de 2010, o que não impede que o ministério do Turismo adiante recursos para o projeto.

(Redação - Agência JB Online)