Funcionários de carreira da CEF retornam à greve

BRASÍLIA, 28 de abril de 2009 - Funcionários de carreira profissional da Caixa Econômica Federal (CEF), responsáveis pelo acompanhamento de projetos como o Programas de Aceleração do Crescimento (PAC) e Minha Casa e Minha Vida, voltaram a entrar em greve, por tempo indeterminado. São 2,4 mil funcionários, entre arquitetos, engenheiros e advogados da instituição financeira pública que querem reajuste salarial e aumento de quadro de funcionários para atender, principalmente os serviços do novo programa do governo Minha Casa, Minha Vida. A informação foi dada pelo coordenador da comissão de negociação, pelos empregados, da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf/ CUT), Jair Pedro Ferreira, que diz que os funcionários voltaram a greve porque não aceitaram a proposta da Caixa que alega estar sem "orçamento". Ele reconhece que a paralisação dos funcionários pode atrasar obras do PAC estimadas em R$ 106 bilhões. E, assim, inviabilizar os investimentos públicos , nessa atual conjuntura de crise mundial.

"A Caixa Econômica alega estar sem orçamento, mas ela não pode sobrecarregar os trabalhadores", disse.

Segundo Ferreira, os funcionários querem um reajuste salarial sobre o piso de R$ 5,3 mil e o teto de R$ 8,2 mil. Ferreira disse que a Caixa já sugeriu um reajuste para R$ 5,7 mil, para os iniciantes, e para R$ 8,4 mil, para os funcionários com mais de dez anos. Tais reajustes foram recusados pelos funcionários. Ferreira esquivou-se de falar sobre o reajuste pretendido.

Em nota, a Caixa Econômica Federal diz "entender que a greve é direito de todo trabalhador e que faz parte do processo democrático". No entanto, ressalva que as negociações "estão em pleno curso e têm sido conduzidas de maneira transparente". A Caixa, prossegue a nota, tem total interesse na manutenção do diálogo, por acreditar que esse é o único caminho possível para o entendimento entre as partes.

(Viviane Monteiro - Gazeta Mercantil)