Paulo Marcio Vaz, Jornal do Brasil
RIO - Entre todas as questões amplamente debatidas durante a campanha eleitoral em 2008, a desordem urbana é uma das que mais deve dar trabalho para o futuro prefeito do Rio, a partir de janeiro. Para ter uma pequena idéia dos problemas e desafios que esperam pelo próximo administrador, o JB percorreu as zonas Norte e Sul da cidade, além do subúrbio e da Zona Oeste, mais precisamente os bairros da Tijuca, Leblon, Olaria e Bangu e ouviu as principais queixas dos moradores.
Em comum, a violência causada, principalmente, pela ausência de princípios básicos de ordem urbana, como bons serviços de iluminação e atuação eficaz de guardas municipais. Também foi constatada a falta de manutenção em equipamentos públicos, inclusive naqueles instalados durante o Rio Cidade, projeto de reurbanização amplamente divulgado pela prefeitura.
Em Bangu quase nada funciona no Calçadão remodelado em 2002, durante o Rio Cidade: no local foram encontrados elevadores parados, luminárias sem lâmpadas, chafarizes desativados, sistema de refrigeração inoperante e escadas rolantes que, segundo a população, funcionam ocasionalmente.
Em Olaria, calçadas estão esburacadas e há alta incidência de assaltos, principalmente em ruas mal iluminadas.
Na Tijuca, o cercamento com grades da Praça Saens Peña, considerada o coração do bairro, desagradou aos comerciantes. A convivência com 17 favelas causa medo aos moradores, que se dizem vítimas ou testemunhas quase que diariamente de pequenos delitos cometidos, principalmente, pela população de rua.
No Leblon, menores carentes e mendigos dormem nas ruas e praças, onde defecam aos olhos de quem passa por ali.