ASSINE
search button

Gabeira e Paes respondem como driblar o orçamento apertado

Compartilhar

Denise de Almeida e Júlia Moura, JB Online

RIO - Os candidatos à prefeitura do Rio, Eduardo Paes (PMDB/PP/PSL/PTB) e Fernando Gabeira (PV/PSDB/PPS) participam nesta quinta-feira de debate no auditório do jornal O Globo. Perguntados sobre o orçamento para a prefeitura do Rio e como eles iriam cumprir as promessas feitas durante a campanha, já que o Brasil pode ser afetado pela crise internacional. Paes respondeu que irá fazer uma parceria com os governos federal e estadual, além de cortar gastos, caso seja eleito.

-O Orçamento da prefeitura é grave. Há uma previsão da ordem de R$ 700 milhões, mas são todos recursos já vinculados ao SUS, Fundeb, royalties do petróleo, que não podem ser gastos. A prefeitura, portanto, vai entrar com algo em torno de R$ 300 milhões, o que limita a capacidade de investimento. Mas as áreas que estou propondo investir são as que têm recursos vinculados a esses R$ 700 milhões. Claro que temos que estabelecer prioridades. Deixar de gastar algumas coisas e aumentar o grau de parceria com o governo federal. É importante tirar o Rio do isolamento político para trazer recursos. E aumentar a arrecadação e diminuir a despesa explica Eduardo Paes.

Já Fernando Gabeira conta com os neurônios para contornar o orçamento apertado e rebateu o seu adversário político dizendo que não há garantias que o governo federal não vá fazer parceria com o governo de oposição. Gabeira disse ainda que o Rio precisa não só da parceria com o governo federal, mas também trazer empresários do mundo interiro, além de atrair a iniciativa privada.

- Tirar o Rio do isolamento é tirar não só com o governo federal, mas com o país e com o mundo. Já fui contatado por vários embaixadores.

O candidato do partido verde disse que vai recuperar as finanças aumentando a arrecadação, implantando a nota fiscal eletrônica e fazer um corte na despesa. Gabeira disse que "o orçamento possui três esqueletos no armário": a dívida do IPTU progressivo, que chega a R$ 500 milhões, o mau uso do dinheiro do Fundeb e a dívida do fundo previdenciário dos servidores.