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RIO - Diante de um auditório lotado de dirigentes partidários e militantes, o candidato da coligação Unidos Pelo Rio recebeu nesta quarta-feira o apoio das direções estadual e municipal do PT e avança na possibilidade de unificar em torno de seu nome a base de apoio do governo federal na cidade. Em seu discurso, Eduardo Paes mostrou-se satisfeito com a adesão do PT que dará ainda mais dimensão política à sua campanha. Paes elogiou o deputado estadual Alessandro Molon, candidato petista no primeiro turno, por haver feito uma campanha séria, sem ataques pessoais e voltada para a discussão dos problemas da cidade.
- Busquei ao longo do primeiro turno respeitar todos os adversários, sem exceção. Não começamos a conversar sobre segundo turno até termos a convicção de que estaríamos no segundo turno. O deputado Alessandro Molon fez uma campanha digna, correta. Foi até o fim debatendo sem atacar, sem fazer o jogo sujo da política.
Segundo Eduardo Paes, essa é uma aliança que tem como primeiro ponto básico as questões fundamentais do Rio de Janeiro.
- Nós queremos um Rio de Janeiro que possa superar suas diferenças, que possa voltar a ter expectativas em relação ao futuro, que seja menos uma cidade partida. O PT quando se incorpora à nossa candidatura traz mais densidade popular e mais presença na realidade das pessoas disse Eduardo Paes, destacando que de suas principais propostas de campanha, a adoção do bilhete único é uma política pública criada na administração petista de Marta Suplicy em São Paulo.
Eduardo Paes explicou que a aliança com o PT e as demais forças progressistas do Rio de Janeiro reforçam a percepção de que para se governar bem é preciso somar visões diferentes. O peemedebista defendeu a necessidade de transformar a cidade numa cidade mais justa, rompendo com a situação de isolamento. E que um dos instrumentos dessa transformação é a retomada do diálogo institucional entre os diferentes níveis de governo.
O presidente estadual do partido, Alberto Cantalice, informou que a decisão dos petistas foi unânime. Segundo ele, a aliança com Eduardo Paes é natural uma vez que o peemedebista é o candidato do bloco governista no segundo turno enquanto seu adversário representa as forças conservadoras contrárias ao governo Lula.