Julio Gomes Filho , Portal Terra
PEQUIM - Se na maioria dos aparelhos as ginastas brasileiras pioraram o desempenho na final por equipes em relação à fase de classificação, a boa notícia ficou por conta da atuação de Daiane dos Santos no solo.
Ela ficou com nota 15,275, resultado idêntico ao conseguido na preliminar. E, melhor ainda, o corpo está respondendo bem e Daiane não sofre tanto com dores.
- Fui bem, mas podia limpar um pouco mais a série. Estou me sentindo bem, treinando bem, a série não muda, a gente só vai tentar limpar. Estou tranqüila e isso está sendo importante para mim - disse Daiane, após a competição por equipes.
Se nos Jogos Pan-Americanos o grande destaque da ginástica brasileira foi Jade Barbosa, em Pequim as atenções voltaram-se novamente para Daiane.
Além de ser uma espécie de "capitã" do time cheio de jovens, é ela a maior esperança de medalha no feminino. No domingo, disputa a final do solo.
- Faz uns dois anos que ela tem sérios problemas físicos, então sempre a preocupação é a saúde da Daiane. Ela não pôde treinar nesses últimos dois anos como deveria por causa das dores, mas a gente vê que quem está mais perto de uma medalha é a Daiane, pertinho das primeiras colocadas. A gente está levando bastante fé que ela consiga essa tão esperada medalha da ginástica feminina - disse Eliane Martins, chefe de delegação.
- Na final ela vai acertar, ela é guerreira - afirmou a técnica ucraniana Iryna Ilyaschenko, que passará a ser a treinadora-chefe do Brasil após a Olimpíada, com a saída de Oleg Ostapenko.
- Está todo mundo muito pertinho, as notas de partida são parecidas, (a medalha) vai ser de quem não errar - comentou Daiane, que em Atenas era apontada como favorita e acabou na quinta posição.
- A maturidade é boa, mas a gente tem a Irina e o Oleg liderando, e a gente faz tudo o que eles mandam. A maturidade ajuda para estar tranqüila.
Sobre o desempenho da equipe na final desta madrugada, a gaúcha afirmou que o resultado poderia ter sido melhor, mas disse estar satisfeita pela simples presença entre as oito melhores.
- A gente podia ir um pouco melhor, mas é a primeira vez que o Brasil entrou numa final por equipe. A experiência foi boa e em alguma outra vez a gente vai estar melhor - encerrou.