Portal Terra
RIO - A 24 dias da cerimônia de abertura da Olimpíada de Pequim, os números vão além da contagem regressiva na preparação dos brasileiros para as modalidades mais tradicionais dos Jogos. Nas piscinas e pistas, os atletas buscam centímetros ou segundos que podem ser decisivos em suas apresentações.
Para as saltadoras Maurren Maggi e Fabiana Murer, bastaria repetir o que já fizeram este ano para voltarem da China com uma medalha na bagagem, caso nenhuma adversária consiga superar o que já fez em 2008.
Os nadadores Thiago Pereira e César Cielo conseguiriam, no máximo, uma final olímpica se não ganharem segundos preciosos em suas provas. E a dificuldade seria ainda maior caso o número de norte-americanos por prova não fosse limitado a dois.
"O atleta que está na frente (no ranking) já entra como o homem a ser batido, o que é uma pressão grande. Todos os outros entram olhando para ele", disse à Reuters o técnico de atletismo Lauter Nogueira. "Matematicamente, ele tem mais chances, mas tem que aguentar a pressão."
Maurren Maggi, vivendo o melhor momento da carreira desde que foi suspensa por doping em 2003, possui atualmente a segunda melhor marca do mundo em 2008 no salto em distância, 6,99 metros. Na carreira, seu melhor salto foi 7,26 metros, em 1999.
A marca, alcançada em junho com vento contrário, fica atrás apenas dos 7,04 metros alcançados pela russa Lyudmila Kolchanova, que lidera o ranking mundial da modalidade. O salto de Kolchanova teve auxílio do vento, mas dentro do limite permitido.
A brasileira ainda é dona do quarto melhor salto do ano (6,95 metros), enquanto a adversária tem o único salto entre os 10 melhores da temporada.
No salto com vara, Fabiana Murer é a 3a melhor atleta do ano. Numa prova que a medalha de ouro dificilmente não ficará com a recordista mundial Yelena Isinbaeva, da Rússia, a brasileira se aproximou do pódio ao conseguir o melhor resultado da carreira no mês passado, ao saltar 4,80 metros.