Bruno Pontes, JB Online
RIO - Quando se fala em futebol o torcedor brasileiro sorri pelas alegrias que o maior esporte do país dá aos brasileiros. No entanto, quando vemos o retrospecto do esporte nos jogos olímpicos a reação muda, já que os resultados não são nada animadores.
Disputando os jogos olímpicos desde 1900, a Seleção Brasileira de futebol nunca levou a medalha de ouro, tendo seu pior fiasco em 2000, quando atletas como Robinho, Diego e companhia estavam em ascensão.
Em 2004, a equipe masculina sequer passou pelo Pré-Olímpico que os levaria a Atenas, enquanto as meninas do Brasil fizeram uma histórica participação e conseguiram um honrado segundo lugar na disputa em que a forte seleção norte-americana foi campeã.
A seleção feminina já havia conseguido dois quartos lugares nas duas primeiras disputas do torneio feminino do esporte, em Atlanta-96 e Sydney-2000. Nesta competição, os EUA ganharam ouro e prata, respectivamente. Até hoje, o Brasil acumula apenas quatro medalhas na modalidade, incluindo a categoria masculino e feminino, com 3 medalhas de prata e 1 de bronze.
Na edição de Pequim, as chances dos comandados do técnico Dunga levarem uma medalha são boas, mas não há pensamento em relação a favoritismo. Com as regras olímpicas, Dunga poderá convocar apenas três jogadores acima dos 23 anos de idade.
Na lista dos três acima da idade máxima permitida, as apostas são em Robinho, que mesmo antes da convocação para Pequim, já é apontado por antecipação como um dos trunfos da Seleção para alcançar a marca inédita do país nos jogos olímpicos, que este ano acontecem na China, em agosto.
Na seleção feminina, estrelas como Marta, a melhor jogadora do mundo, poderão dividir espaço com novas jogadores que estão despontando no futebol brasileiro. Depois do sucesso no Pan, as brasileiras estão confiantes em chegar à final em Pequim.