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Maria Adelaide Amaral é eleita para a Academia Paulista de Letras

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A escritora, dramaturga e roteirista Maria Adelaide Amaral é a nova integrante da Academia Paulista de Letras. Ela ocupa a cadeira número 35, que pertencia a Paulo Bomfim, o "príncipe dos poetas", morto em julho deste ano. Na eleição, que ocorreu na última quinta-feira (17), Amaral obteve 34 votos entre os 36 votantes, apenas dois acadêmicos votaram em branco.

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Maria Adelaide Amaral vai ocupar a cadeira 35 da Academia Paulista de Letras (Foto: Reprodução do Facebook)

Segundo José Renato Nalini, presidente da APL, o fato de a escritora ser próxima de Paulo Bomfim foi fundamental. "Eles eram grandes amigos, o Paulo sempre conversava com ela sobre a história de São Paulo", diz.

Portuguesa nascido no Porto, Maria Adelaide Amaral é mais lembrada por seus trabalhos na televisão, sobretudo na Globo. São dela, por exemplo, "A Muralha" (2000), "Os Maias" (2001), "A Casa das Sete Mulheres" e "JK" (2006).

Mas sua carreira começa décadas antes, em 1978, com a peça "Bodas de Papel", que recebeu o prêmio Molière. Já nome consagrado no teatro, ela publicou em 1986 o romance "Luísa", que retrata a juventude nas décadas de 1960 e 1970 e recebeu o prêmio Jabuti de melhor romance em 1987.

Ela retorna ao romance em 1992 com "Aos Meus Amigos", no qual aborda o tema do suicídio --assunto que retorna na peça "Querida Mamãe" (1995).  Sua obra ainda conta com livros de ficção como "O Bruxo" (2000) e "Estrela Nua", além do infantojuvenil "Coração Solitário" (1996) e a biografia "Dercy de Cabo a Rabo" (1994).

"A Academia precisa ser formada por escritores, para ter a literatura e as letras representadas; por celebridades, para que tenha visibilidade; e por pessoas simpáticas, para ser uma casa de bom convívio. E a Maria Adelaide Amaral reúne esses três aspectos", avalia Nalini.

A autora tem seis meses para tomar posse, cerimônia que deve ocorrer no ano que vem. (FolhaPress SNG)