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Cinema

Babenco: por ele mesmo, até o fim...

O documentário de longa-metragem “Babenco - Alguém tem que ouvir o coração e dizer: parou”, de Barbara Paz, a ...

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O documentário de longa-metragem “Babenco - Alguém tem que ouvir o coração e dizer: parou”, de Barbara Paz, a última esposa do cineasta Hector Babenco (1946-2016), é o indicado do Brasil ao Oscar 2021. É a primeira vez que um documentário é escolhido para representar o país na premiação. Em vida, o diretor foi indicado ao Oscar por ‘O beijo da Mulher Aranha’ (1985), num ano em que concorreu com pesos pesados do cinema, como John Huston, Sidney Pollack, Peter Weir e Akira Kurosawa.

Então, Babenco já era conhecido do público brasileiro, pelo sucesso de bilheteria e de repercussão internacional “Pixote” (1981). E, depois da indicação, dirigiu duas produções com elenco internacional, “Ironweed” (de 1987, com Jack Nicholson e Meryl Streep) e “Brincando nos campos do senhor” (1991, com John Lithgow e Kathy Bates). Na época, o diretor já tinha câncer e havia até sido desenganado pelos médicos, como ele mesmo diz no documentário.

Todo fotografado em preto e branco, “Alguém tem que ouvir o coração dizer...” traça um paralelo entre a arte e a doença do diretor nascido argentino e radicado brasileiro. O filme revela medos e ansiedades, junto com memorias e reflexões, de modo bem intimista, como numa conversa entre a diretora e seu marido, evitando depoimentos. “Babenco” chega aos cinemas do Brasil na próxima quinta-feira, 26 de novembro.

“É uma maravilha isso, é o primeiro documentário a ser escolhido pelo Brasil a competir. É uma surpresa maravilhosa, o Hector merecia muito isso”, comenta a diretora Bárbara Paz, em release enviado para a imprensa.

O filme já foi selecionado para mais de 20 festivais internacionais e estreou mundialmente no Festival de Veneza de 2019, recebendo o prêmio de Melhor Documentário na Mostra Venice Classics e o prêmio Bisato D’Oro 2019 (Prêmio Paralelo ao 76º Festival Internacional de Cinema de Veneza dado pela crítica Independente). No início do ano, o filme conquistou o prêmio de Melhor Documentário no Festival internacional de Cinema de Mumbai, na Índia. O filme também já foi selecionado para o festival do Cairo, Festival de Havana, Festival de Mar del Plata, Mostra Internacional de Cinema de São Paulo, Festival do Rio, Mostra de Tiradentes, Festival de Aruanda, FIDBA (Festival Internacional de Cinema Documental), na Argentina, Baltic Sea Docs, na Letônia, e para o Mill Valley Film Festival, nos Estados Unidos.