Jornal do Brasil

CadernoB - Bem Viver - Artes Plásticas

Exposições com artistas premiados movimentam Centro Municipal de Artes Hélio Oiticica

Jornal do Brasil

O Centro Municipal de Artes Hélio Oiticica (CMAHO) está com um novo ciclo de exposições. As seis novas mostras foram selecionadas através de edital lançado pela Secretaria Municipal de Cultura a fim de encontrar artistas e projetos. A entrada é gratuita. Dentre elas, "O Agro Não é Pop - Resistência no Brasil Indígena" do artista plástico vencedor do prêmio Pipa 2019 Denilson Baniwa. Suas obras fazem uma crítica ao crescimento do agronegócio e celebra o papel dos povos indígenas, que resistem a essa expansão. São nove obras divididas entre pinturas, esculturas e instalações.

Macaque in the trees
Obras de Denilson Baniwa criticam o agronegócio e celebram os povos indígenas (Foto: Divulgação)

Outro premiado é o fotógrafo Luiz Baltar da Escola de Fotógrafos Populares da Maré. Ganhador dos prêmios Conrado Wessel e Brasil, em 2015, sua obra "Fluxos" apresenta paisagens registradas dentro de um ônibus, do caminho de casa para o trabalho com o celular. Destaque também para o "Aberta Residência" do coletivo feminino Aberta, que ocupará as galerias 1 e 2 do centro de artes com 16 peças. As artistas Anitta Boa Vida, Bia Martins, Emilia Estrada, Pri Fizsman e Rafa Ferreira mostram pinturas, instalações e performances que cultuam a presença da mulher na arte.

Macaque in the trees
Exposição "Formas" questiona comportamentos sócio-culturais que reprimem e restringem a existência da mulher (Foto: Divulgação)

Há também as exposições “Gentrilogy – Trilogia da Gentrificação” de Laura Burocco, “Complexo da Pedreira” de Paulo Vinícius e “Formas” de Marina de Aguiar, Manuela Leite e Vitória Cribb. O Centro Municipal de Artes Hélio Oiticica fica na Rua Luís de Camões, 68, Praça Tiradentes, Centro, e abre de segunda a sábado, das 12h às 18h.

Macaque in the trees
Luiz Baltar fotografa paisagens durante o caminho de casa para o trabalho de dentro do ônibus (Foto: Divulgação)

Serviço: “O Agro não é Pop - Resistência no Brasil Indígena” / Denilson Baniwa reúne nove obras, que fazem uma crítica ao crescimento do agronegócio e celebra o papel dos que resistem à sua expansão: as nações indígenas. Até 28 de setembro.

“Aberta Residência” / As artistas Anitta Boa Vida, Bia Martins, Emilia Estrada, Pri Fizsman e Rafa Ferreira mostram 16 obras sobre a presença feminina na arte construídas a partir de encontros, debates e reflexões. Até 31 de agosto.

“Gentrilogy - Trilogia da Gentrificação” / A mostra é composta por 16 peças divididas em três séries de trabalhos realizados nas cidades de Johannesburg (2013), Milão (2015) e Rio de Janeiro (2017), explorando as relações entre as transformações urbanas e o papel da arte. O episódio Rio de Janeiro apresenta o ‘Circuito futurístico e especulativo do desrespeito da Herança Africana, do esquecimento urbano e do apodrecimento da sociedade’ (2016). Também serão realizadas atividades complementares durante o mês. Até 28 de setembro.

“Fluxos” / Ganhador dos prêmios Conrado Wessel e Brasil, em 2015, o fotógrafo Luiz Baltar, da Escola de Fotógrafos Populares da Maré, apresenta seu trabalho através de imagens de espaços pouco representados e distantes dos símbolos icônicos que marcam internacionalmente a imagem o Rio de Janeiro. Nas imagens, paisagens registradas do caminho de casa para o trabalho - com o celular - todos os dias de dentro do ônibus. Até 28 de setembro.

“Complexo da Pedreira” / Paulo Vinícius chega ao Centro Municipal de Artes Hélio Oiticica com 20 imagens da exposição fotográfica “Complexo da Pedreira”. O título dado à mostra centraliza a favela carioca como um órgão criador dentro da cidade, um espaço de potência. Até 28 de setembro.

“Formas” / As artistas Marina de Aguiar, Manuela Leite e Vitória Cribb experimentam linguagens diversas para tratar, sob perspectiva feminista, as representações e relações da mulher com a arte. A exposição mostra um desejo comum entre as obras apresentadas: questionar uma série de comportamentos sócio-culturais estabelecidos que reprimem e restringem a existência da mulher. Até 28 de setembro.