Noite brasileira em Berlim

O cineasta Karim Aïnouz lotou o cinema – com maciça presença brasileira – para apresentar “Nardjes A.”, seu novo trabalho, selecionado para a Panorama nesta 70ª edição do Festival de Berlim.R adicado em Berlim, Aïnouz é uma presença frequente na Berlinale onde, entre outros filmes, apresentou “Aeroporto Central”, em 2018 e “Praia do Futuro”, que concorreu ao Urso de Ouro em 2014. A própria apresentadora lembrou que ele participou tantas vezes e em diferentes seções que já faz parte da família do festival.

No filme, Aïnouz parte em busca de suas raízes na Argélia. Ele se vê envolvido nos protestos pacíficos da “Revolução dos Sorrisos”, dirigida contra o presidente do país, Abdelaziz Bouteflika. Filmado inteiramente em um iPhone, o documentário de Aïnouz concentra-se na jovem Nardjes e seu ativismo em um momento de agitação política.

O diretor falou sobre a importância de estrear seu filme na Berlinale, a motivação para realizá-lo e os resultados que espera. “É muito importante para o filme estar presente na Panorama, mostra que tem a tradição de exibir filmes que dialogam com questões urgentes do nosso tempo. A Berlinale é uma vitrine muito especial”.

A origem

“Tudo começou quando recebi o convite para fazer um filme. Fui à Argelia em busca de minhas origens, disposto a realizar um documentário sobre meu pai. Lá encontrei o país em convulsão e o projeto mudou. Como muitos jovens, homens e mulheres, Nardjes A. estava nas ruas por uma nova Argélia, ela é a alma do filme.

 

Os resultados esperados

“Minha expectativa é a melhor possível. É simbolicamente muito significativo que o filme tenha sua estreia mundial em Berlim”.