CINEMA

CRÍTICA - 'Pânico 7': de volta às origens

Cotação: três estrelas

Por TOM LEÃO

Publicado em 27/02/2026 às 17:45

Alterado em 27/02/2026 às 17:45

O sétimo capítulo da série traz de volta a heroína original, Sidney Prescott (Neve Campbell), que agora tem uma filha adolescente Foto: divulgação

O novo filme da saga ‘Scream’ (‘Pânico’ no Brasil) é o sétimo capítulo e o primeiro dirigido pelo criador da série, Kevin Williamson (responsável por filmes de terror de sucesso nos 90s, como ‘Eu sei o que vocês fizeram no verão passado’ e ‘Prova Final’). É, de certa forma, um pedido de desculpas a sua heroína/atriz principal, Sidney Prescott (Neve Campbell, que ganhou cerca de US$ 7 milhões para voltar ao papel), que ficou de fora de alguns capítulos porque não quiseram pagar o que ela pedia. A abertura faz uma homenagem ao original e ao diretor do primeiro, o falecido Wes Craven. E a trama traz de volta não apenas Sidney, como a jornalista Gale Weathers, que esteve no anterior, passado em Nova York, o pior de todos.

Assim, apesar de ser o criador, é a primeira vez que Williamson dirige a criatura e, dessa forma, tem total controle sobre o conteúdo, fazendo exatamente o que quis - e o que fãs esperavam que ele fizesse. Para começar, este não traz de volta ninguém do elenco principal do filme anterior, e até faz troça deste. Dessa forma, temos um clássico filme slasher dos anos 90 (com alta contagem de corpos e muitas cenas escabrosas), como não se faz mais hoje em dia, contornando agendinhas atuais e ‘wokismo’. Mas inserindo na trama um conceito muito discutido atualmente: o do uso da inteligência artificial no cotidiano. E ninguém está a salvo do Ghostface Killer.

Tudo isso aliado a uma boa direção, roteiro e atuações faz deste capítulo não apenas um dos melhores de todos, para além da nostalgia. Porque é o mais diretamente ligado ao original dos que vieram nestes 30 anos. Aliás, neste espaço de tempo, Sidney casou-se e tem uma filha com a idade que ela tinha no primeiro filme, 17 anos. Um certo confronto familiar move parte da trama, já que a filha não quer ficar à sombra da (famosa) mãe. Já a revelação dos assassinos por trás da máscara (sempre vem em dupla) não causa mais tanta surpresa.

Por tudo o que acontece na tela e na trama, parece que este será (será?) o último capítulo. Já deu. Contudo, se fizer boa bilheteria internacional - como parece que fará -, quem sabe o assassino mascarado não volte mais uma vez? 

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COTAÇÕES: ***** excelente / **** muito bom / *** bom / ** regular / * ruim / bola preta: péssimo.

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