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Flup celebra feminismo negro no centro do Rio

Festival literário homenageia Ana Maria Gonçalves e reúne debates sobre ancestralidade, interseccionalidade e resistência

Por CADERNO B
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Publicado em 25/09/2026 às 16:44

Alterado em 25/09/2026 às 16:44

A escritora Ana Maria Gonçalves, primeira mulher negra eleita para a Academia Brasileira de Letras, é a homenageada Agência Brasil

A 16ª edição da Festa Literária das Periferias segue até domingo (27) na Praça Tiradentes e no Teatro Carlos Gomes, no centro do Rio de Janeiro. O evento reúne literatura, debate político e expressão cultural em uma programação voltada à valorização de trajetórias negras e periféricas.

O tema deste ano, As Filhas das Filhas das Filhas, orienta as atividades em torno do feminismo negro e da memória de mulheres que transformaram suas vivências em conhecimento, organização coletiva e criação de futuros. A proposta é ampliar a reflexão sobre heranças transmitidas entre gerações e sobre histórias que resistem ao apagamento.

Ana Maria Gonçalves é a homenageada da edição

A escritora Ana Maria Gonçalves, primeira mulher negra eleita para a Academia Brasileira de Letras, é a homenageada da Flup em 2024. Para os organizadores, sua obra representa uma referência central para pensar a literatura brasileira e o papel das mulheres negras na produção cultural do país.

O diretor da Flup, Julio Ludemir, afirma que o tema dialoga com a transformação social provocada pelas ações afirmativas no Brasil. Ele destaca ainda a importância de trajetórias como as de Djamila Ribeiro e da personagem Kehinde, de Um Defeito de Cor, como exemplos da força intelectual e criativa das mulheres negras brasileiras.

Debates abordam ancestralidade, interseccionalidade e legado

A programação do fim de semana inclui encontros com nomes de destaque em diferentes áreas. No sábado (26), Chico Regueira entrevista Nei Lopes no debate A cidade inventada pelo samba, das 14h às 15h30. Em seguida, Ana Maria Gonçalves e Jurema Werneck conversam com Kimberlé Crenshaw, criadora do conceito de interseccionalidade.

No domingo (27), a agenda traz o debate Ninguém poderia me parir senão eu mesma, com Linn da Quebrada e Vita Pereira, além de uma mesa sobre memória e reconhecimento de trajetórias negras com Antonio Pitanga, Dom Filó e Helena Theodoro. A programação completa está disponível na página oficial da festa.