CADERNO B
Amazônicas: Poéticas femininas ocupa o CCBB Rio com 80 obras de artistas do Norte
Por CADERNO B
[email protected]
Publicado em 07/09/2026 às 15:09
Exposição Amazônicas: poéticas femininas Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil
A exposição Amazônicas: Poéticas femininas está aberta ao público no Centro Cultural Banco do Brasil Rio de Janeiro (CCBB RJ) e segue em cartaz até 16 de novembro de 2026. A mostra apresenta 80 obras de 21 mulheres de diferentes gerações, com destaque para artistas do Pará, Acre e Amazonas, incluindo a Ilha de Marajó.
Idealizada pelo Museu das Mulheres, a exposição chega ao Rio após passar por Belém, Fortaleza e Brasília. A proposta é revelar a força da produção feminina amazônica e ampliar a visibilidade de nomes que marcaram a história da arte brasileira, em especial criadoras pioneiras e artistas ligadas ao território.
Quatro núcleos e obras inéditas
A curadoria, assinada por Sissa Aneleh, foi organizada em quatro núcleos temáticos: Materialidades Ancestrais, Gravura Feminina, Amazônia Pictórica e Performáticas. A seleção reúne pintura, escultura, fotografia, gravura, objeto, arte digital e videoarte, com trabalhos que tratam de gênero, regionalismo, identidade nacional, diversidade e ancestralidade.
Entre os destaques estão obras de Rita Loureiro e Maria Auxiliadora Zuazo, pioneiras da arte em Manaus, além de peças da Pinacoteca do Estado do Amazonas exibidas pela primeira vez no Brasil. A mostra também reforça a presença de temas como matriarcado, identidade afro-indígena e vínculo profundo com o território amazônico.
Experiência do público e acessibilidade
Além das obras, a exposição oferece recursos de acessibilidade, como obra tátil, audiodescrição e intérprete de libras. Durante a temporada, o CCBB promove visitas guiadas com a curadora, conversas com artistas e o lançamento do catálogo da mostra.
O público também pode participar do vídeo coletivo Mensagem para a Amazônia, construído ao longo da itinerância da exposição, com foco na preservação ambiental. No Espaço Petrobras Amazônicas, a experiência inclui realidade aumentada, óculos 3D e filme em realidade virtual, ampliando a visita com tecnologia e imersão.
Programação educativa e entrada gratuita
A exposição ainda conta com oficinas presenciais de economia criativa voltadas ao desenvolvimento profissional de mulheres em áreas técnicas e artísticas. Para crianças e jovens, a programação educativa inclui a atividade Sons da Natureza, com réplicas de esculturas inspiradas em sementes e sons de animais do Marajó.
A visitação é gratuita, de quarta a segunda-feira, das 9h às 20h, com fechamento às terças. Os ingressos podem ser retirados no site do Banco do Brasil ou na bilheteria do CCBB, no Centro do Rio. (com informações de Cristina Indio do Brasil, da Agência Brasil)