CADERNO B
Chico Buarque ganha álbum com releituras de rap, funk e trap
Por CADERNO B
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Publicado em 21/08/2026 às 16:27
Alterado em 21/08/2026 às 16:27
Chico Buarque Foto: Francisco Proner / divulgação
Artistas de estilos e origens diversas se uniram no Chico 2.0, iniciativa que transforma clássicos de Chico Buarque em novas versões com influência da música urbana. A audição do álbum ocorreu nesta quinta-feira (20), na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro, com participação de nomes ligados à cena atual e à MPB.
O projeto foi desenvolvido em parceria entre Cufa, FRecords, Tha House Company e Universal Music Brasil, com produção musical de Felipe Poeta e Alê Siqueira. A proposta é manter a força das composições originais, mas apresentá-las em uma linguagem capaz de alcançar ouvintes mais jovens.
Clássicos ganham novas batidas e arranjos
Entre as músicas revisitadas estão Construção, Cálice, Roda Viva e Geni e o Zepelim. As releituras incorporam rap, trap, funk, R&B, samba, soul e nova MPB, criando uma ponte entre a obra de Chico Buarque e as sonoridades que dominam o cenário atual.
Segundo Felipe Poeta, a ideia sempre foi conectar essas canções a temas ainda presentes no cotidiano, como amor, desigualdade e críticas sociais. Para ele, a escolha de artistas de diferentes gerações ajuda a ampliar o alcance das faixas sem abrir mão do cuidado com harmonias e melodias originais.
Faixa com Milton Nascimento e Chico Buarque é destaque
Uma das versões mais aguardadas do álbum é O Que Será (À Flor da Terra), interpretada por Vandal e Don L, com participação de Milton Nascimento e do próprio Chico Buarque. A colaboração chamou atenção pela união de vozes e trajetórias marcantes da música brasileira.
Vandal destacou a emoção de dividir a faixa com artistas que admira, além de celebrar a conexão entre nomes do Nordeste no projeto. A presença de rappers, cantores de funk, intérpretes da nova MPB e artistas de outras vertentes reforça a proposta de diálogo entre territórios e gerações.
Chico 2.0 quer apresentar a obra a novos públicos
Celso Athayde, fundador da Cufa e um dos idealizadores, afirma que o projeto representa continuidade da tradição da música popular brasileira por meio de novas linguagens. A ideia é garantir espaço para artistas atuais, com qualidade técnica e autonomia narrativa, ao mesmo tempo em que se preserva a relevância histórica da obra de Chico.
Além de Vandal, Don L, Milton Nascimento e Chico Buarque, participam do projeto Dexter, MC Livinho, Xênia França, MC Cabelinho, Budah, Júlia Mestre, TZ da Coronel, Tasha & Tracie, Grag Queen, Bela Maria e Maurício Pazz. O resultado é um álbum que aproxima passado e presente da música brasileira em uma homenagem com foco na renovação. (com informações da Agência Brasil)