CADERNO B
25 anos sem Jorge Amado: escritores e família exaltam legado
Por CADERNO B
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Publicado em 06/08/2026 às 17:55
Alterado em 06/08/2026 às 17:55
Jorge Amado lançando seu livro 'Tieta do Agreste', em 1977, no Rio de Janeiro, na loja Mesbla do Passeio, Centro da cidade Foto: Acervo do JORNAL DO BRASIL/Licenciamentos: [email protected]
Há 25 anos o Brasil perdia Jorge Amado, escritor que transformou a vida baiana em referência universal. Seus romances ajudaram a apresentar ao mundo ruas, aromas, costumes, personagens e conflitos sociais da Bahia, com obras que continuam entre as mais conhecidas da literatura brasileira.
Para o historiador Rafael Dantas, a força do autor está na forma como ele registrou seu tempo. Em vez de olhar apenas para as elites, Jorge Amado deu centralidade ao povo, às tensões raciais, às desigualdades, às relações de trabalho e às questões de gênero, criando uma imagem literária profundamente ligada à realidade social.
Legado celebrado na Flipelô
A homenagem aconteceu durante a 10ª edição da Festa Literária Internacional do Pelourinho, a Flipelô, que também celebrou os 40 anos de criação da Fundação Casa de Jorge Amado. A programação reuniu debates sobre a importância do escritor e sobre a permanência de sua obra no imaginário do país.
Paloma Jorge Amado, filha do escritor, afirmou que a ausência do pai continua sendo sentida diariamente, mas ressaltou o legado de humanismo, igualdade e combate aos preconceitos deixado por ele. Já Angela Fraga, presidente da fundação, destacou que os livros seguem atraindo leitores e novos visitantes para a Bahia.
Uma obra sempre atual
O escritor Domingos Ailton também lembrou que os livros de Jorge Amado permanecem atuais mesmo após décadas. Segundo ele, a obra foi decisiva para divulgar a cultura popular baiana e continua inspirando autores que buscam retratar a realidade social do estado.
Realizada desde 2015 em homenagem ao aniversário de nascimento de Jorge Amado, a Flipelô segue até domingo no Pelourinho. A expectativa dos organizadores é receber cerca de 250 mil pessoas na maior festa literária da Bahia, com programação disponível no site oficial do evento. (com informações da Agência Brasil)