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Flip estreia Casa Paraty com foco na cultura caiçara

Novo espaço da festa literária valoriza a memória, as tradições e a produção artística de Paraty

Por CADERNO B
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Publicado em 22/07/2026 às 12:07

Alterado em 22/07/2026 às 12:07

A Casa Paraty terá a Galeria de Arte Popular, que reúne artistas de diferentes gerações em obras de fotografia, pintura, escultura e cerâmica Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

A 24ª edição da Festa Literária Internacional de Paraty vai contar com um novo espaço voltado integralmente à cultura caiçara. A Casa Paraty nasce com a proposta de reunir mestres populares, coletivos de jovens, artistas quilombolas, grupos infantis e tradições orais locais durante o festival, que acontece de hoje (22) a 26 de julho.

Inspirado nas vivências do território e nos saberes tradicionais, o espaço quer aproximar memória e criação contemporânea, fortalecendo a produção cultural da cidade e abrindo espaço para novas narrativas das gerações mais jovens.

Programação valoriza tradições e novas expressões

A Casa Paraty vai reunir manifestações como música popular, ciranda caiçara, hip hop, audiovisual e outras linguagens artísticas ligadas à vida cultural de Paraty. A ideia é mostrar a diversidade da produção local sem deslocá-la de seus ritmos e processos próprios, segundo a curadoria.

Para Gabriela Marsico, coordenadora e uma das idealizadoras do espaço, memória, identidade e pertencimento não podem ser separados. Já a curadora Vanda Mota destaca que a presença da cultura local na Flip, maior evento cultural da cidade, precisa acontecer com maturidade e visibilidade, respeitando a forma como esses fazeres se desenvolvem no território.

Cirandeiros e exposição histórica entre os destaques

Um dos momentos mais aguardados da programação será a participação dos Cirandeiros de Paraty, no sábado (25), às 22h. O grupo é considerado fundamental na construção da proposta artística da Casa e reforça a ciranda como expressão coletiva ligada à memória oral, ao convívio comunitário e aos modos de vida tradicionais da Costa Verde.

Durante todo o período da Flip, o espaço também exibirá a mostra “Trindade: Quando o Território Virou Luta”, com imagens do acervo fotográfico da Associação de Moradores da Trindade (AMOT). Os registros, feitos entre o fim dos anos 1970 e o início dos anos 1980, documentam a mobilização da comunidade caiçara em defesa de seu território.

Arte popular como preservação da memória

Além da exposição histórica, a Casa Paraty terá a Galeria de Arte Popular, que reúne artistas de diferentes gerações em obras de fotografia, pintura, escultura e cerâmica. A mostra pretende apresentar um panorama da história e da cultura de Paraty por meio de diferentes linguagens das artes visuais.

De acordo com a curadoria, a proposta reafirma a arte como ferramenta de preservação da memória, valorização das tradições e construção de novas narrativas culturais. A programação completa está disponível no link informado pela organização. (com informações de Camila Boehm, da Agência Brasil)