CADERNO B
Lindeira: Lírico, belo e brasileiro. O primeiro álbum do trio Janaju
Por CADERNO B
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Publicado em 08/02/2026 às 15:04
Alterado em 08/02/2026 às 15:04
Trio Janaju: Nair de Cândia, Jaime Alem e Jurema de Cândia.
Foto: divulgação
Formado pelo maestro Jaime Alem e as cantoras Nair Cândia e Jurema de Cândia, o trio Janaju lança seu primeiro álbum, ‘Lindeira’, juntamente com o videoclipe da faixa ‘Lá onde eu moro’. O álbum, com dez faixas, passeia por ritmos e estilos variados, cantando a natureza, o amor e, como não poderia deixar de ser, a crítica social, bem ao feitio das composições de Jaime.
A canção ‘Lindeira’, que dá nome ao álbum, é uma feliz parceria de Jaime com a poeta Etel Frota, autora da letra de ‘Sete trovas’, sucesso na voz de Maria Bethânia.
Paulo Cezar Pinheiro, que dispensa apresentações, escreveu a letra da “Catira do Pinheiro”, gravada no formato de catira tradicional, com violas, palmas e sapateado.
“Nosso jardim”, assim eu costumo definir o conjunto de músicas desse trabalho, um jardim cujas sementes remontam à minha adolescência e juventude, as canções da memória afetiva e as novas cepas musicais, novas parcerias, Etel Frota e Paulo Cezar Pinheiro especialmente; e o principal, cantar e tocar. Eu sempre fiz isso, mas não com a intensidade de agora”, comenta um empolgado Jaime Alem.
Algumas canções do álbum são resgates da juventude dele, que, em sua própria avaliação, externam sentimentos universais e exploram temas que continuam atuais.
“Desde que eu e o Jaime gravamos nosso primeiro LP, “Jaime e Nair”, me coloco como solista, como intérprete; mesmo tendo trabalhado como backing vocal em shows e discos de Bethânia, Beto Guedes e Elba Ramalho. Tenho o meu disco solo, ‘Canção de um outro dia’, nas plataformas digitais. Agora, junto com a mana Jurema, surge a oportunidade de desenvolver um trabalho com ênfase nos vocais e explorar nosso timbre que vem de família. É mais uma virada na minha carreira. Felicidade define tudo”, assegura Nair Cândia.
A criação do trio é decorrência natural dos laços entre os três profissionais e dos pedidos de amigos que frequentavam os saraus na casa do maestro, em Santa Teresa, no Rio de Janeiro, onde eram apresentadas obras autorais de Jaime, as canções da dupla Jaime e Nair e, com a participação de Jurema de Cândia, um repertório universal das décadas de 60/70 até os dias de hoje, incluindo covers de Beatles, Mama & Papas, Mutantes, Edu Lobo, Caetano, Gil, Milton Nascimento e até mesmo modas de viola.
"Eu sempre trabalhei como vocalista com grandes artistas, Tim Maia, Martinho da Vila, Maria Bethânia, e tenho a honra de fazer parte do show de Roberto Carlos; porém, antes disso fui crooner de orquestras de baile, um dos melhores aprendizados que um músico poderia ter. O Janaju é um divisor de águas, a oportunidade de fazer o vocal que sempre fiz abrindo vozes, às vezes em contralto, às vezes soprano, e posso também explorar minha voz em momentos solos. É a realização de um sonho”, conclui Jurema de Cândia.