SÃO PAULO
São Paulo registra 13 casos de sarampo e reforça vacinação em bebês
Por JB SP
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Publicado em 21/07/2026 às 16:26
Alterado em 21/07/2026 às 16:26
Crianças são imunizadas na tenda de vacinação instalada na Quinta da Boa Vista para a campanha contra a poliomielite e o sarampo (arquivo) Fernando Frazão/Agência Brasil
O estado de São Paulo registrou 13 casos de sarampo em 2026, segundo a Secretaria de Estado da Saúde (SES-SP). Os diagnósticos ocorreram em bebês de até 1 ano e em adultos entre 20 e 50 anos, o que reforça a necessidade de atenção às diferentes faixas etárias.
Desde junho, a SES-SP recomenda a aplicação da dose zero da vacina tríplice viral para bebês de 6 meses a 11 meses e 29 dias residentes em São Paulo, Guarulhos e São Bernardo do Campo. A medida foi adotada diante do cenário epidemiológico atual e busca ampliar a proteção ainda no primeiro ano de vida.
Como funciona a dose zero
A dose zero é aplicada seis meses antes da dose um, mas não substitui as vacinas previstas no Calendário Nacional de Vacinação. Depois de recebê-la, a criança deve seguir normalmente o esquema de rotina, com a primeira dose aos 12 meses e a segunda, preferencialmente com a vacina tetraviral, aos 15 meses.
A secretaria também orienta que crianças, adolescentes e adultos que não tenham recebido as doses indicadas procurem a unidade de saúde mais próxima para verificar a situação vacinal e atualizar a caderneta. Manter o esquema completo é considerado fundamental para reduzir o risco de novas infecções.
Vacinação e vigilância são essenciais
De acordo com a SES-SP, a vacinação é a principal forma de prevenção e também uma estratégia importante para interromper a circulação do vírus. A diretora do Centro de Vigilância Epidemiológica (CVE-SP), Tatiana Lang, afirma que, com o aumento dos casos, a imunização continua sendo a medida mais segura e eficaz contra o sarampo.
O vice-presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm), Renato Kfouri, lembra que o vírus se dissemina com facilidade porque suas partículas permanecem em suspensão no ambiente após a saída do indivíduo contaminado. Por isso, ele defende cobertura vacinal acima de 95% com as duas doses e vigilância ativa para identificar, rastrear e conter casos suspeitos.
O sarampo já foi considerado eliminado no Brasil em 2016 e novamente em 2024, mas especialistas alertam que ainda há risco de reintrodução por casos importados e surtos em outros países. A SES-SP disponibiliza informações no portal vacina100duvidas.sp.gov.br, com respostas sobre imunizantes, efeitos adversos, doenças preveníveis e os riscos da não vacinação. (com informações de Flavia Albuquerque, da Agência Brasil)