POLÍTICA

Lula defende redução da maioridade penal e volta a mirar a segurança pública

Presidente disse apoiar a mudança para 16 anos, mas afastou o tema da PEC da Segurança e endureceu o discurso sobre crime e Judiciário

Por POLÍTICA JB
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Publicado em 15/10/2026 às 22:30

Alterado em 16/10/2026 às 00:05

Lula com a jornalista Renata Lo Prete Foto: reprodução de vídeo

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou, em entrevista à TV Globo, que é favorável à redução da maioridade penal, de 18 para 16 anos, para crimes hediondos. Foi a primeira vez que ele se posicionou de forma explícita a favor do tema, o que representa uma mudança importante em relação à postura histórica do PT.

Segundo Lula, a discussão não deve ser feita dentro da PEC da Segurança, em tramitação no Senado. A proposta, que vinha sendo tratada como uma das prioridades do governo na área, acabou retirada de pauta após um impasse com a oposição.

Disputa política

A tensão em torno da PEC aumentou depois que a pauta foi travada por causa da divergência sobre a maioridade penal. Diante do impasse, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, decidiu retirar o texto da votação.

Lula disse que a sociedade brasileira é favorável à punição de crimes hediondos e defendeu endurecimento contra o crime organizado. Ele também reafirmou a intenção de criar um Ministério da Segurança Pública assim que houver avanço na proposta no Congresso.

Críticas ao Judiciário 

O presidente voltou a defender reforma do Judiciário e comentou a crise que atinge o Supremo Tribunal Federal. Lula afirmou que as denúncias não envolvem apenas Alexandre de Moraes, mas também outros ministros citados em suspeitas relacionadas ao ex-dono do Banco Master, Daniel Vorcaro.

O presidente disse que a situação precisa ser apurada e que não se pode esconder acusações graves. Ele também criticou o jantar em Londres que reuniu autoridades, entre elas o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, e afirmou ter repreendido o delegado por ter participado do encontro.

Avaliação do governo e Bolsa Família

Lula reconheceu a baixa avaliação de seu governo e disse que a responsabilidade é toda dele. Segundo o presidente, ele não transfere culpa a terceiros e assume tanto os acertos quanto os erros da gestão.

Questionado sobre o reajuste de 15,04% no Bolsa Família, o presidente afirmou que só tomou a decisão após perceber que o benefício não havia sido corrigido pela inflação. Ele disse ainda que havia espaço fiscal para o aumento e justificou a medida como uma correção necessária. (reportagem ampliada com informações da Agência Estado)

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