POLÍTICA

Governo vai reunir clubes da Série A para discutir fim das bets

A decisão atinge contratos milionários de patrocínio e gera impacto financeiro direto no futebol brasileiro

Por POLÍTICA JB
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Publicado em 28/09/2026 às 07:21

Alterado em 28/09/2026 às 08:40

Alexander Barbosa e Luiz Henrique, ex-Botafogo, com marca de empresa de apostas na camisa Foto: Vítor Silva/Botafogo

O governo federal vai reunir dirigentes dos clubes da elite do futebol brasileiro para discutir a decisão de acabar com a operação das casas de apostas online no país. A reunião deve ocorrer nesta semana, embora a data ainda não esteja fechada por causa da reta final da campanha eleitoral.

Patrocínios milionários mudaram o mercado

A presença das bets nas camisas dos clubes da Série A inflacionou os contratos de patrocínio no futebol brasileiro. Das 20 equipes da primeira divisão, apenas seis não exibem alguma marca de casa de apostas no uniforme, o que mostra o tamanho da presença dessas empresas no setor.

Os valores ajudam a explicar esse cenário. O Palmeiras assinou com a Sportingbet um acordo de R$ 170 milhões por ano, acima do contrato anterior, estimado em R$ 80 milhões. Já o Flamengo fechou com a Betano um patrocínio que gira em torno de R$ 220 milhões anuais, com possibilidade de crescimento conforme os títulos conquistados.

Impacto chega à CBF

Além dos clubes, a saída das bets do Brasil mexe também com a Confederação Brasileira de Futebol. A Betano patrocina o Campeonato Brasileiro, o que significa que a mudança regulatória afeta diretamente os cofres da entidade.

O avanço das casas de apostas redefiniu a dinâmica comercial do futebol nacional, afastando interessadas de outros segmentos e elevando os valores praticados no mercado. Agora, com a proibição, dirigentes avaliam que o cenário vai mudar rapidamente e provocar efeitos em toda a cadeia do esporte.

A arrecadação do governo com as empresas de apostas esportivas também entrou no radar da discussão, assim como a definição de um peso das bets nos gastos dos brasileiros.

Em meio à discussão regulatória, o governo já havia anunciado um cadastro de pessoas proibidas de apostar em bets, enquanto o ministro do Esporte disse que bets são benéficas.

Antes da regulamentação, o setor já estava em expansião, com 137 bets com autorização do governo para funcionar. A cobertura do tema também chegou à política, como em Eleições: façam suas apostas; mas só nas 'bets' autorizadas.

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