POLÍTICA
Rumores de eventual financiamento por rede de investidores trumpistas aumenta pressão sobre campanha de Flavio Bolsonaro
Por POLÍTICA JB
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Publicado em 12/09/2026 às 17:54
Alterado em 12/09/2026 às 18:23
Flavio Bolsonaro e Donald Trump Foto: reprodução
Um memorando estratégico atribuído ao candidato a governador do Rio André Marinho detalha uma proposta de parceria entre Brasil e Estados Unidos para exploração de minerais críticos e terras raras em um eventual governo de Flávio Bolsonaro. A autoria aparece nos metadados do arquivo e foi confirmada pelo próprio Marinho ao Amado Mundo, portal de notícias do jornalista Guilherme Amado.
O material tem 22 páginas, formato de apresentação de PowerPoint e foi elaborado em 19 de março. A capa traz “Flávio Bolsonaro | 2026 Campaign”, enquanto as demais páginas exibem a marca “Flávio Bolsonaro” e o slogan “Prosperity Partnership” [Parceria para a Prosperidade].
A reportagem também cita acusações de adversários sobre eventual financiamento de campanha por empresas americanas ligadas à Rockbridge, uma rede de investidores trumpistas. Não foram apresentadas provas públicas dessas acusações, mas o tema aumenta a pressão sobre a candidatura do PL.
O que a proposta defende
A apresentação sustenta que um governo de Flávio posicionaria o Brasil como principal fornecedor e polo de processamento de minerais críticos alinhado ao Ocidente. O texto diz que a prioridade seria evitar a dependência de cadeias chinesas e integrar o país a uma base de suprimentos paralela aos Estados Unidos.
Entre os pilares citados estão mudanças na legislação minerária, aceleração do licenciamento, atração de capital e processamento doméstico. O documento também projeta, em dez anos, investimentos de US$ 50 bilhões a US$ 100 bilhões, criação de até 1 milhão de empregos e aumento de 1,5 a 2,5 pontos percentuais no PIB.
Críticas a Lula e alinhamento com os EUA
O texto descreve o governo Lula como “pró-China” e afirma que sua condução gera insegurança para investidores e atraso regulatório. Em contraste, a gestão de Flávio Bolsonaro é apresentada como mais rápida, alinhada ao Ocidente e capaz de transformar minerais críticos em ativo de segurança nacional.
A peça afirma ainda que a parceria traria benefícios aos dois países: para os EUA, garantia de cadeias de suprimento para defesa, inteligência artificial, energia e mobilidade elétrica; para o Brasil, avanço na cadeia de valor, empregos qualificados e maior influência geopolítica.
Viagens, encontros e suspeitas de financiamento
O documento foi produzido semanas antes de André Marinho viajar aos Estados Unidos para se encontrar com o vice-presidente J.D. Vance. Meses depois, Flávio Bolsonaro esteve com Donald Trump, Vance e Marco Rubio em Washington, e disse ter tratado de tarifas, terras raras e facções criminosas.
André Marinho afirmou que o estudo foi uma iniciativa pessoal, armazenada em seu dispositivo, e disse que o conteúdo não foi enviado nem apresentado a autoridades americanas. Segundo ele, sua viagem aos Estados Unidos não teve relação com o tema e seu pai, o empresário Paulo Marinho, não teve acesso ao material.
Ele também negou qualquer pedido, orientação ou tratativa da campanha de Flávio Bolsonaro sobre recursos estrangeiros para eleição no Brasil. Até o momento, a campanha não respondeu aos questionamentos sobre eventual encomenda, relação com o documento ou anuência ao conteúdo, feitos por Guilherme Amado.
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INFORME JB:
Financiamento de campanha de Flavio por capital externo pode ter passado pelo fundo Havengate, do Texas, administrado pelo advogado do Eduardo Bolsonaro. O mesmo do filme. Sabe-se que os filhos do ex-presidente não dão ponto sem nó.