POLÍTICA
PT oficializa Lula como candidato à reeleição em convenção nacional
Por POLÍTICA JB
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Publicado em 02/08/2026 às 15:49
Alterado em 02/08/2026 às 15:49
Lula e Haddad na convenção nacional do PT: ‘Lula nunca traiu o povo brasileiro’ e é o marujo experiente no mar revolto, discursou o ex-ministro Foto: Ricardo Stuckert
O PT aprovou neste domingo (2) a candidatura de Luiz Inácio Lula da Silva à reeleição, em convenção nacional realizada em São Paulo. O evento também confirmou Geraldo Alckmin como vice na chapa e marcou o início formal da campanha petista para a próxima eleição presidencial.
Com um discurso voltado à defesa da soberania nacional, Lula afirmou que não aceitará interferência de China, Estados Unidos ou outros países em temas estratégicos, como a exploração de terras raras. O presidente disse ainda que quer ampliar os investimentos em Defesa para proteger as fronteiras e as riquezas naturais do Brasil.
Recados ao Congresso e críticas ao orçamento
Ao falar sobre a relação com o Legislativo, Lula prometeu brigar por mudanças no modelo de distribuição do orçamento e criticou o peso das emendas parlamentares. Segundo ele, há uma inversão que permite aos deputados indicar bilhões enquanto o Executivo precisa cortar recursos de programas de saúde e educação.
O presidente também afirmou que a próxima gestão será marcada por confrontos em torno desse tema e chegou a dizer que pode vetar indicações feitas pelo líder do governo no Congresso. Em outro momento, criticou o fundo partidário e disse que o sistema político atual leva os partidos à promiscuidade.
Democracia, alianças e campanha
No restante da fala, Lula adotou tom de diálogo e união, citando a trajetória política do PT, sua relação com a democracia e o papel histórico de lideranças da esquerda brasileira e latino-americana. Ele também fez referências à sucessão presidencial e disse que quer deixar um país melhor para o futuro.
A convenção reuniu aliados como Fernando Haddad, Marina Silva, Simone Tebet, Benedita da Silva e Márcio França, além de dirigentes de partidos da coligação. O evento teve formato pensado para as redes sociais, com falas mais curtas e forte apelo simbólico, reforçando a estratégia do PT para a disputa eleitoral.
Janja, Haddad e Alckmin no palanque
A primeira-dama Janja da Silva também discursou e afirmou que as mulheres serão decisivas para a vitória de Lula. Ela defendeu o combate à violência contra a mulher e disse dividir com o presidente a missão de tornar o Brasil mais inclusivo.
Fernando Haddad e Geraldo Alckmin reforçaram a imagem de Lula como liderança experiente, segura e capaz de defender a democracia e a soberania do país. Ao fim, a convenção consolidou o tom da campanha petista: continuidade do governo, confronto com adversários e aposta na defesa da institucionalidade.