POLÍTICA
Preso pela PF, Canella é o candidato ao Senado de Flavio Bolsonaro no RJ
Por JB POLÍCIA com Política JB
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Publicado em 07/07/2026 às 11:32
Alterado em 07/07/2026 às 11:32
Rogéria Bolsonaro e Flavio Bolsonaro com o preso da vez, Marcio Canella Foto: rerodução das redes sociais
Márcio Canella, ex-prefeito de Belford Roxo, presidente do União Brasil no Rio de Janeiro e pré-candidato ao Senado no palanque de Flávio Bolsonaro (PL-RJ), virou alvo da Polícia Federal nesta terça-feira (7). A ação ocorreu na 6ª fase da Operação Unha e Carne, que investiga suspeitas de lavagem de dinheiro em postos de combustíveis no Rio de Janeiro.
O nome de Canella passou a ter peso ainda maior porque ele era uma das apostas da direita fluminense para a eleição de 2026. Integrado ao projeto eleitoral de Flávio Bolsonaro, o ex-prefeito entrou na costura política como representante da Baixada Fluminense, região considerada decisiva para a disputa majoritária no estado.
Quem é Márcio Canella
Conhecido como Márcio Corrêa de Oliveira, Canella construiu sua base política em Belford Roxo, onde foi vereador, vice-prefeito, deputado estadual e prefeito. Em 2024, venceu a disputa municipal no primeiro turno, com 155.299 votos, o equivalente a 62,88% dos votos válidos, segundo dados do TSE.
Antes de chegar à prefeitura, Canella ganhou destaque na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro. Em 2022, foi o deputado estadual mais votado do estado, o que fortaleceu sua imagem como puxador de votos e ampliou sua influência entre prefeitos, vereadores e lideranças locais.
O impacto político para o bolsonarismo
A proximidade com o núcleo bolsonarista também ajudou a projetar Canella como nome útil para o Senado. Rogéria Bolsonaro passou a ser associada à chapa, reforçando a ligação do ex-prefeito com a família Bolsonaro e ampliando sua presença no desenho político da direita no Rio.
Com a operação da PF, porém, o cenário mudou. Canella deixa de ser apenas uma alternativa eleitoral e passa a carregar o peso de uma investigação sensível, envolvendo lavagem de dinheiro, setor de combustíveis e possível participação de agentes públicos. O desgaste atinge diretamente a estratégia de Flávio Bolsonaro para 2026.
Disputa ao Senado no Rio fica mais turbulenta
A ação policial ocorre em um momento de reorganização da direita fluminense, que tenta montar uma chapa competitiva em meio a pressões internas e investigações. O caso também amplia a crise em torno das alternativas do bolsonarismo para o Senado, num cenário em que a disputa já é desfavorável para o campo conservador.
Canella, que era tratado como solução para fortalecer o palanque de Flávio Bolsonaro, agora se torna mais um problema político. A investigação não representa condenação, mas coloca o pré-candidato no centro de uma apuração com potencial de influenciar diretamente a eleição de 2026 no Rio de Janeiro.