POLÍTICA

Parlamentares brasileiros vão a Washington defender pix e soberania, em contraponto ao filhos de Bolsonaro

Grupo pediu cooperação no combate ao crime sem intervenção

Por POLÍTICA JB
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Publicado em 06/06/2026 às 16:09

Alterado em 06/06/2026 às 19:51

Deputada Jadira Feghali falou na câmara dos Estados Unidos Foto: Zeca Ribeiro / Câmara dos Deputados

Um grupo de parlamentares brasileiros esteve em Washington, entre 3 e 5 de junho, com o objetivo de apresentar um contraponto às narrativas da direita brasileira junto a instituições americanas. A delegação foi formada pelos deputados federais Pedro Uczai (PT/SC), Jandira Feghalli (PcdoB/RJ), Pedro Campos (PSB/PE) e André Janones (REDE/MG), representando 114 deputados de suas bancadas.

Segundo Jandira Feghalli, a agenda da missão foi concentrada em três eixos principais: reafirmar a soberania brasileira em sua economia, democracia e política; entregar documentos a parlamentares e instituições americanas; e discutir as tarifas impostas ao Brasil, incluindo a polêmica em torno do PIX.

Soberania, tarifas e PIX

A deputada explicou que um dos documentos apresentados pede cooperação, e não intervenção, no combate ao crime organizado. O texto trata de temas como tráfico de armas, tráfico de drogas e monitoramento de recursos, além de outras frentes de cooperação já solicitadas pelo governo brasileiro.

Em outro documento, os parlamentares contestam as tarifas impostas pelo governo americano com base em contribuições de especialistas em economia. Segundo a comitiva, as medidas têm motivação política e não se sustentam do ponto de vista técnico ou jurídico.

Feghalli também afirmou que a delegação deixou claro que não aceitará qualquer tentativa de intervenção que inviabilize, fragilize ou dificulte o uso do PIX. Para os parlamentares, o sistema é uma expressão da soberania financeira do povo brasileiro e uma ferramenta moderna, gratuita, transparente e lícita para transações financeiras.

Agenda na OEA e eleições

Na Organização dos Estados Americanos (OEA), a missão abordou o cenário democrático do ano eleitoral e alertou para possíveis intervenções diretas dos Estados Unidos, além de crimes no ambiente digital e de violência política física, de gênero e em sentido amplo.

O grupo solicitou o acompanhamento e a observação da OEA, não apenas pela Comissão Interamericana de Direitos Humanos, mas também pela Secretaria de Fortalecimento da Democracia, cujo observatório eleitoral já havia recebido pedido de acompanhamento feito pelo governo brasileiro para as eleições.

Balanço da visita

De acordo com a deputada, parlamentares americanos demonstraram sensibilidade aos temas apresentados e muitos se comprometeram a adotar iniciativas relacionadas às pautas discutidas. A missão foi considerada produtiva e válida diante da conjuntura atual, com a sensação de dever cumprido e expectativa de acompanhamento dos desdobramentos. (com informações da Agência Brasil)

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