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Reunião Ministerial - Lula reage à taxação dos EUA e defende soberania do Brasil

Presidente criticou a nova pressão comercial americana, reafirmou o diálogo e disse que o país não aceitará desrespeito

Por POLÍTICA JB
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Publicado em 03/06/2026 às 16:09

Alterado em 03/06/2026 às 19:07

Diante da escalada de tensões, Lula anunciou que participará da próxima reunião de líderes do G7 Foto: Ricardo Stuckert

Ao abrir nesta quarta-feira (3/6) a segunda reunião ministerial de 2026, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva fez uma defesa firme da soberania brasileira diante da ameaça de nova taxação por parte dos Estados Unidos. Segundo ele, o Brasil não aceitará mais uma postura de submissão diante das grandes potências e não pode ser tratado como uma nação de menor importância no cenário internacional.

Lula afirmou que o momento exige firmeza na defesa da democracia, do multilateralismo e do respeito ao país. Em sua avaliação, o Brasil tem peso político, histórico e econômico suficiente para exigir tratamento compatível com sua relevância, sem abrir mão do diálogo com outros governos.

Governo reage à recomendação do USTR

A reação brasileira ocorreu após a recomendação do Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) de taxar em 25% produtos do Brasil. Em nota divulgada na terça-feira (2/6), o governo manifestou indignação e apresentou argumentos para contestar a medida, considerada injusta e prejudicial ao relacionamento entre os dois países.

Na mesma data, o vice-presidente Geraldo Alckmin e os ministros Márcio Elias Rosa e Dario Durigan reforçaram, em entrevista coletiva, a posição do governo. A orientação do Planalto é manter a defesa dos interesses nacionais com base em fatos e negociações diplomáticas, sem recorrer a bravatas.

Diálogo continua, mas sem abrir mão da soberania

O presidente destacou que o governo brasileiro vem tentando reverter as tarifas desde julho de 2025 e que seguirá apostando no diálogo com Washington. Ele lembrou que, na conversa mais recente com Donald Trump, em maio, foi acordado um prazo de 30 dias para que as equipes dos dois países buscassem um entendimento sobre as cobranças remanescentes.

Apesar disso, Lula disse ter sido surpreendido por um novo comunicado de taxação e afirmou que o Brasil continuará negociando sem renunciar à soberania. Para ele, a disputa precisa ser tratada com equilíbrio e respeito, dentro de uma relação diplomática madura e civilizada.

G7 e ONU entram na agenda do presidente

Diante da escalada de tensões e da defesa do multilateralismo, Lula anunciou que participará da próxima reunião de líderes do G7, marcada para o dia 15, na França. O presidente disse que pretende usar o encontro para chamar atenção ao que classificou como desmonte da democracia, das instituições e da cooperação internacional.

Ele também voltou a defender uma reforma no Conselho de Segurança da ONU e afirmou que o fortalecimento da organização é o caminho para recuperar o equilíbrio global. Para Lula, enfraquecer a ONU não resolve os problemas do mundo; ao contrário, a saída passa por ampliar sua capacidade de atuação e representatividade.

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