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Falando para empresários, Gilberto Kassab diz que acha 'muito perigoso' discutir sobre fim da escala 6×1 em ano eleitoral

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Por POLÍTICA JB com Agência Estado
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Publicado em 10/04/2026 às 06:05

Alterado em 10/04/2026 às 08:29

Gilberto Kassab Foto: Folhapress / Pedro Ladeira

Por Geovani Bucci - O presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, afirmou nessa quinta-feira (9) que acredita ser “muito perigoso” discutir projeto como o fim da escala 6×1 em ano eleitoral. A pauta é prioridade para o governo Lula (PT).

“Considero muito perigoso tratar de um tema de tanta relevância e tão importante para o trabalhador em período eleitoral”, disse Kassab.

O presidente nacional do PT, Edinho Silva, também esteve presente. Os líderes partidários participaram de um jantar com empresários promovido pelo grupo Esfera Brasil, na capital paulista.

“Precisamos tomar muito cuidado ao discutir e votar um tema como esse em período eleitoral”, continuou Kassab. “Vamos nos colocar na posição do parlamentar: o principal objetivo dele, neste ano, é a sua reeleição. Como é que esse deputado vai votar contra qualquer medida, mesmo que seja inadequada para o trabalhador?”

O líder do PSD ponderou que, embora o trabalhador mereça avanços, tudo depende de uma “questão de oportunidade”. Disse ainda que pretende se associar àqueles que defendem que o Congresso Nacional analise com muito cuidado o momento de votar esse tipo de medida em período eleitoral, destacando que ela pode ter um impacto enorme na economia e gerar um custo adicional muito elevado para os empreendedores.
Acrescentou que tem grande receio de que o que vier a ser aprovado ultrapasse o limite adequado e acabe produzindo, em vez de benefícios, “prejuízos” ao próprio trabalhador.

Edinho, por outro lado, defendeu celeridade no processo. Em vez de apoiar a Proposta de Emenda Constitucional (PEC), o governo federal deve enviar ao Congresso, com regime de urgência, um projeto de lei de autoria do presidente Lula em breve.

“Você não regulamenta uma lei como essa sem colocar à mesa o empresariado, os trabalhadores e a Justiça do Trabalho. Então, eu penso que nós temos que ter celeridade. O Congresso, que eu acho que deve fazer o debate, ao receber a proposta, propicia esse debate”, disse o petista. “Mas eu entendo que o debate efetivo vai acontecer na regulamentação.”

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