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Padilha diz que não houve falha do governo na eleição de bolsonaristas para comissões na Câmara: 'Tem uma ordem'

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Por POLÍTICA JB com Agência Estado
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Publicado em 07/03/2024 às 17:48

Alterado em 08/03/2024 às 08:23

O ministro da Secretaria de Relações Institucionais, Alexandre Padilha, durante entrevista coletiva no Palácio do Planalto Marcelo Camargo/Agência Brasil

Matheus de Souza e Leticia Naome - O ministro das Relações Institucionais, Alexandre Padilha, minimizou, em entrevista à CNN Brasil, as derrotas do governo no que diz respeito ao comando das comissões permanentes da Câmara dos Deputados. A Comissão de Constituição e Justiça e a de Educação serão presididas por parlamentares bolsonaristas neste ano. “Não houve falha do governo [com relação às comissões] tem uma ordem”, argumentou, na mesma linha da presidente nacional do PT, deputada federal Gleisi Hoffmann (PR), que afirmou que o Executivo não tinha gerência sobre as indicações.

“As comissões são uma definição em função do tamanho das bancadas, tem uma ordem de pedida, nada pode mudar essa ordem, então não tem nenhuma falha dos membros ali, do líder do governo, porque tem uma ordem predefinida e cada bancada escolhe os seus membros. Cada bancada partidária mostra com qual cara quer aparecer em determinado tema”, afirmou Padilha.

O PL, partido do ex-presidente Jair Bolsonaro, indicou o deputado Nikolas Ferreira (MG) para a Comissão de Educação; a deputada Caroline de Toni (SC) para a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ); Pastor Eurico (PE) para a Comissão de Previdência, Assistência Social, Infância, Adolescência e Família; e o Coronel Alberto Fraga (DF) para a Comissão de Segurança.

Padilha dedicou sua fala principalmente à indicação de Nikolas Ferreira. De acordo com o ministro, a partir de agora o deputado não é mais o presidente “do seu celular e do seu mandato” e espera que ele “compreenda isso”.

“Eu torço para que ele possa trabalhar enquanto colegiado nessa comissão para manter o alto nível que sempre teve a Comissão [...] para mim seria muito ruim a Comissão de educação ser transformada em um palco de lacração”, conclui.

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