POLÍTICA
Mauro Cid vai ao STF e confirma desejo de fazer delação; Moraes analisará acordo
Por Gabriel Mansur
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Publicado em 07/09/2023 às 18:41
Alterado em 07/09/2023 às 18:41
Tenente-coronel Mauro Cid Foto: Lula Marques/Agência Brasil
Depois de quatro meses preso, o tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro (PL), resolveu contar tudo que sabe à Polícia Federal (PF) sobre o esquema das joias sauditas e outras eventuais irregularidades praticadas durante os quatro anos que assessorou o ex-presidente, conforme informaram as jornalistas Julia Duailibi e Andréia Sadi, do g1.
O militar teria ido de livre e espônatea vontade ao prédio do Supremo Tribunal Federal (STF), nesta quinta-feira (7), para fechar o acordo de delação premiada. O juiz Marco Antônio, do gabinete de Alexandre de Moraes, realizou audiência com Cid e seu advogado para verificar se o ele realmente pretende delatar. O procedimento é padrão nesse tipo de caso. O candidato a delator precisa deixar registrado que não está sendo coagido a seguir o rumo da delação. É o que fez Cid nesta quarta.
Os termos do acordo, com os benefícios que serão ofertados a Cid, caso ele consiga apresentar fatos e provas de corroboração dos crimes que delata, são mantidos em sigilo. Agora, Moraes vai analisar se homologa ou não a delação. O Ministério Público Federal (MPF) também precisa dar o aval. O suposto acordo ainda não foi confirmado pela defesa.
De acordo com a publicação, Cid vem realizando sucessivos depoimentos à PF nas últimas três semanas. Ele é investigado, por exemplo, no caso sobre a suposta fraude nas carteiras de vacinação de Bolsonaro, que culminou em sua prisão no início de maio. Além do suposto envolvimento no roubo de presentes dados ao governo Bolsonaro por autoridades estrangeiras, pesa sobre Cid, ainda, a investigação sobre uma tentativa de golpe de estado.