POLÍTICA
Inelegível, Bolsonaro diz que levou 'facada nas costas' e que o Brasil está de 'luto'
Por GABRIEL MANSUR
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Publicado em 30/06/2023 às 20:16
Alterado em 30/06/2023 às 20:32
[JAIR BOLSONARO] Mais julgamentos Fabio Rodrigues Pozzebom/ Agencia Brasil
Em Belo Horizonte, onde se reuniu com aliados nesta sexta-feira (30), o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) criticou a decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que o tornou inelegível por oito anos. A Corte o condenou por abuso de poder político e uso indevido dos meios de comunicação no âmbito do encontro com embaixadores, no Palácio da Alvorada, em julho do ano passado, na qual difamou as urnas eletrônicas e o sistema eleitoral brasileiro.
Bolsonaro, cabisbaixo com a derrota no tribunal, questionou o entendimento do TSE e minimizou suas diversas declarações para colocar em xeque, sem provas, a credibilidade do sistema eleitoral.
Entre os argumentos, disse que foi "proibido de mostrar os atos de 7 de setembro” devido a uma suposta parcialidade partidária do TSE. A Corte entendeu como procedente a ação do PDT que denunciava abuso de poder político e econômico pela realização de atos de campanha durante e depois do desfile cívico-militar da Independência, em Brasília.
"Me tiraram da presidência, com um massacre em cima de mim, e com o TSE trabalhando contra as minhas propostas. Fui proibido de muitas coisas, como o boné do CPX, de mostrar o 7 de setembro. Os que trabalharam contra mim, hoje se gabam de uma vitória sobre um ditador, como eu, que respeitei a Constituição. Esse esforço não teve o valor reconhecido. Não gostaria de ser inelegível, mas na política ninguém mata e morre. Aqui em Minas, tomei uma facada na barriga, e hoje levei uma facada nas costas por suposto abuso de poder político. (...) No meu caso, me tiraram da Presidência e julgaram pelo conjunto da obra", lamentou.
Questionado sobre possíveis nomes para substituí-lo na arena eleitoral, o ex-presidente tergiversou.
“Eu não estou morto, vamos continuar trabalhando. Não é o fim da direita no Brasil. Antes de mim ela existia, mas não tinha forma. Começou a ganhar materialidade. Acho que o Brasil fica de luto, mas alguém vai soltar fogos, obviamente.”