POLÍTICA
Lula diz que Venezuela e Cuba são 'bons pagadores' e defende estratégia econômica de China e Turquia
Por POLÍTICA JB
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Publicado em 30/06/2023 às 05:15
Alterado em 30/06/2023 às 06:41
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva recebe o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro Marcelo Camargo/Agência Brasil
Em entrevista à Rádio Gaúcha nesta quinta-feira (29), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva fez declarações sobre a economia brasileira em relação a países vizinhos e práticas adotadas por outras nações de forma global.
Sobre Venezuela e Cuba, Lula disse que ambos são "bons pagadores", mas que o distanciamento do governo anterior interrompeu as tratativas para quitação das dívidas, das quais os valores já ultrapassaram US$ 1,5 bilhão (cerca de R$ 7,29 bilhões).
"É verdade que a Venezuela não pagou. O governo brasileiro fechou as portas, [mas] foram praticamente quatro anos sem relação […] conversei com Maduro, falei que é preciso começar a acertar o pagamento da dívida e ele vai acertar, Cuba vai acertar porque todos são bons pagadores", afirmou.
Em particular sobre Caracas, Lula foi indagado sobre por que ele e parte da esquerda têm tanta dificuldade de considerar a Venezuela uma ditadura. Sua resposta foi: "O conceito de democracia é relativo para você e para mim".
Ao mesmo tempo, o mandatário também defendeu o investimento brasileiro em países estrangeiros citando China, Índia e Turquia.
"Precisamos pensar grande. Veja o que a China, Índia e Turquia estão fazendo no mundo, colocando dinheiro em outros continentes […] o Brasil não pode permitir que a China coloque swap [operação em que há troca de posições quanto ao risco e à rentabilidade, entre investidores] de US$ 30 bilhões [R$ 145 bilhões] para que a Argentina compre produtos chineses e o Brasil, que tinha balança comercial de US$ 40 bilhões [R$ 193 bilhões] com a Argentina, não coloque nada e deixe os produtos brasileiros aqui na prateleira", declarou.
Lua acrescentou que o pensamento além fronteiras de investimento "é competitividade. O Brasil precisa, sim, financiar empresários brasileiros, exportações brasileiras". (com Uol e Sputnik Brasil)