POLÍCIA
Advogado amigo de Flávio, acusado pelo jogador Richarlyson de querer tomar sua ilha em Angra dos Reis, é alvo da Polícia Federal
Por JB POLÍCIA
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Publicado em 04/08/2026 às 12:24
Alterado em 04/08/2026 às 12:24
O advogado Willer Tomaz e Flavio Bolsonaro curtindo a vida em Angra dos Reis Foto: reprodução das redes sociais
A Polícia Federal deflagrou nesta terça-feira (4) uma nova fase da Operação Sem Desconto, que apura suspeitas de fraudes bilionárias em descontos indevidos aplicados a aposentadorias e pensões do INSS. A ação também investiga possível lavagem de dinheiro relacionada ao esquema.
Entre os alvos de busca e apreensão autorizados pelo Supremo Tribunal Federal estão o advogado Willer Tomaz e o senador Weverton Rocha (PDT-MA). Em nota, a defesa de Tomaz afirmou que a diligência ocorre por ele ser proprietário da aeronave usada, em caráter particular, pelo parlamentar em uma viagem já conhecida publicamente.
Conexões com o caso do INSS
Willer Tomaz, que disputa na Justiça uma ilha em Angra dos Reis com jogador de futebol Richarlyson, já havia sido citado em apurações ligadas ao escândalo dos aposentados. Ele representa o contador Alexandre Caetano dos Reis, que era responsável técnico pela Brasília Consultoria Empresarial, apontada como principal empresa de Antônio Carlos Camilo Antunes, o Careca do INSS, preso desde dezembro por decisão do STF.
Caetano dos Reis é irmão de Letícia Caetano dos Reis, administradora do escritório Flavio Bolsonaro Sociedade Individual de Advocacia, registrado no endereço da mansão onde vive o senador em Brasília. Segundo a reportagem, ela foi indicada ao posto por Tomaz, o que reforça o histórico de proximidade com o entorno de Flávio Bolsonaro.
Histórico de polêmicas e influência nos bastidores
Criminalista conhecido em Brasília, Willer Tomaz construiu carreira atuando em processos de grande repercussão e representando empresários, políticos e investigados. Sua trajetória, porém, também inclui controvérsias, como a prisão preventiva na Operação Patmos, em 2017, sob suspeita de atuar para comprar decisões judiciais em favor de Joesley Batista.
Outro episódio de forte repercussão ocorreu em 2019, quando Tomaz e Flávio Bolsonaro sacaram cerca de R$ 1,5 milhão em espécie em um cassino em Las Vegas. O caso chamou atenção pelo valor elevado movimentado em dinheiro vivo e voltou a ser lembrado em meio a investigações sobre movimentações financeiras ligadas ao gabinete do senador.
Relação com Flávio Bolsonaro segue sob holofotes
A amizade entre Tomaz e Flávio Bolsonaro atravessou os anos e voltou a ganhar destaque em episódios envolvendo patrimônio e disputas por imóveis. O advogado também aparece associado a outras controvérsias que cercam o grupo político do senador, mantendo seu nome em evidência nas investigações e no noticiário político.