Polícia Federal para pra cima de Sóstenes Cavalcante, deputado da igreja do Malafaia no Centrão

Deputado tem nomes do seu entorno 'visitados' por integrantes da corporação que quer desvendar a história dos mais de 400 mil reais em dinheiro encontrados na casa do boldonarista

Por JB POLÍCIA

Sóstenes Cavalcante

ATUALIZAÇÃO DA NOTÍCIA, 11h11:

Título alterado: o deputado não pertence à Igreja Universal, mas à Assembleia de Deus Vitória em Cristo, do pastor Silas Malafaia.

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A Polícia Federal deflagrou nesta quarta-feira (1º) a Galho Fraco II, nova fase da Operação Rent a Car, para aprofundar a investigação que envolve pessoas ligadas ao deputado Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), líder do PL na Câmara. A ação, autorizada pelo Supremo Tribunal Federal, apura suspeitas de peculato, lavagem de dinheiro, fraude processual e organização criminosa.

O caso ganhou força após a apreensão de R$ 430 mil em dinheiro vivo, em dezembro de 2025, em um flat usado pelo parlamentar em Brasília. Na ocasião, a PF já investigava possíveis irregularidades na contratação de empresa de locação de veículos com recursos da Cota para o Exercício da Atividade Parlamentar (CEAP), verba destinada ao custeio do mandato.

 

 

Investigação sobre a origem do dinheiro

Segundo a Polícia Federal, o novo desdobramento busca esclarecer se houve tentativa de criar uma versão falsa para justificar a origem dos valores encontrados no imóvel. A suspeita atual é de que o contrato apresentado para explicar o dinheiro não seria verdadeiro, o que reforçaria a hipótese de fraude processual e de ocultação ou alteração de provas.

A corporação afirma que há indícios de um possível esquema envolvendo agentes públicos, particulares e pessoas jurídicas usados para dar aparência de legalidade à movimentação de recursos públicos. Os investigadores também apuram a participação de pessoas próximas ao deputado no saque do dinheiro e na montagem da justificativa apresentada à Justiça.

O que foi encontrado nas fases anteriores

A Operação Galho Fraco II é considerada a terceira fase da Operação Rent a Car. Nas etapas anteriores, a PF já havia identificado supostas irregularidades na contratação de veículos com recursos da cota parlamentar e na destinação final desses valores. Em dezembro, foram cumpridos mandados de busca e apreensão no Distrito Federal e no Rio de Janeiro.

Agora, além do DF, as medidas judiciais atingem alvos em Goiás e Minas Gerais, com o objetivo de coletar e preservar novos elementos de prova. A investigação segue aberta e trata o caso como um conjunto de suspeitas e indícios, sem conclusão judicial definitiva sobre a responsabilidade penal do deputado.

Posição de Sóstenes Cavalcante

Sóstenes Cavalcante nega irregularidades e afirma ser alvo de perseguição política. À época da apreensão do dinheiro, ele alegou que os valores tinham origem na venda de um imóvel e disse que os documentos comprobatórios seriam apresentados por seus advogados e pelo contador.

Mesmo com as novas diligências, a PF reforça que a apuração continua em andamento e que o foco está na movimentação dos recursos, na possível ocultação de provas e na identificação de todos os envolvidos no suposto esquema.