MEIO AMBIENTE

ONU alerta para emissões recordes e aquecimento de até 2,6°C

Relatório aponta que as metas atuais ainda não bastam para conter a alta da temperatura global

Por JB AMBIENTAL
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Publicado em 21/10/2026 às 17:58

Alterado em 21/10/2026 às 17:58

Emissão de gases do efeito estufa seguem como uma preocupação global para o aquecimento Foto: Ansa

Um relatório da Organização das Nações Unidas alerta que as emissões globais de gases de efeito estufa continuaram em patamar recorde em 2025. Segundo o documento, mesmo com os compromissos já assumidos pelos governos, o planeta ainda caminha para um cenário de forte aquecimento até o fim do século.

A estimativa da ONU aponta aumento de 2,6°C até 2100, podendo chegar a 2,8°C caso apenas as políticas atuais sejam mantidas. O secretário-geral António Guterres afirmou que os planos climáticos nacionais seguem insuficientes e que a meta de 1,5°C, prevista no Acordo de Paris, já não pode mais ser evitada.

Projeções pioram e cenário fica mais preocupante

As novas contas são mais pessimistas do que as divulgadas no ano passado, quando a ONU estimava aquecimento entre 2,3°C e 2,5°C. A revisão levou em conta mudanças nas estimativas de emissões históricas e a saída dos Estados Unidos do Acordo de Paris, decisão que ampliou o peso negativo nas projeções globais.

Entre os seis maiores emissores do mundo, dados preliminares de 2025 indicam alta nas emissões de Estados Unidos, China e Indonésia. Em sentido oposto, Índia, Rússia e União Europeia registraram redução, embora o conjunto ainda não seja suficiente para alterar de forma relevante a tendência global.

O que seria necessário para reverter a tendência

O relatório também apresenta um cenário mais favorável, no qual a temperatura global chegaria a um pico entre 1,7°C e 1,8°C e depois recuaria para menos de 1,5°C até 2100. Para isso, porém, as emissões precisariam cair muito mais rapidamente do que o previsto nas políticas atuais.

Segundo a ONU, seria necessário reduzir as emissões globais em 18% até 2030, 45% até 2035 e 69% até 2040, sempre em relação aos níveis de 2025. Hoje, os compromissos em vigor indicam cortes de apenas 5% a 8% até 2030 e de 11% a 15% até 2035, o que mostra a distância entre as metas e o necessário para limitar o aquecimento global.

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