MEIO AMBIENTE

América Latina freia perda de florestas no mundo

Brasil e Colômbia ajudam a reduzir o desmatamento, mas a melhora ainda é frágil diante da pressão climática e da degradação na África Central

Por JB AMBIENTAL
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Publicado em 15/10/2026 às 08:05

Alterado em 15/10/2026 às 08:05

Vista aérea da floresta amazônica Agência Brasil

Relatório anual de Avaliação da Declaração Florestal, produzido por uma coalizão global de organizações de pesquisa civis e think-tanks independentes, aponta que o planeta perdeu pouco mais de sete milhões de hectares no último ano, um volume ainda alto, mas menor do que o registrado anteriormente, o que denota uma diminuição de 15% do desmatamento global, e o Brasil aparece como parte importante nisso.

O documento destaca que essa melhora representa um avanço importante, embora ainda insuficiente para indicar uma trajetória sólida e duradoura na proteção dos ecossistemas. Os autores reforçam que o cenário mundial continua distante do ritmo necessário para conter a devastação das florestas.

Brasil e Colômbia puxam os melhores resultados

Na América Latina, o Brasil teve papel central ao reduzir o desmatamento na Amazônia ao menor patamar em uma década, sem comprometer a produção agrícola nem o desenvolvimento econômico regional. A Colômbia também contribuiu com a tendência positiva, registrando pelo quarto ano consecutivo queda no desmatamento associado à pecuária.

Esses resultados colocam a região como referência no combate à perda florestal, especialmente em comparação com outras áreas tropicais. Ainda assim, os especialistas alertam que a continuidade desses avanços depende de políticas consistentes e de proteção permanente das áreas mais vulneráveis.

África Central enfrenta piora ambiental

Enquanto o continente americano registrou progresso, a Bacia do Congo, na África Central, apresentou um quadro preocupante de deterioração ambiental. A região perdeu 2,4 milhões de hectares de florestas, um número que pela primeira vez se aproxima dos registros latino-americanos.

A principal pressão vem da expansão da agricultura e da atividade mineradora, que aceleram a degradação de áreas florestais e elevam o risco para a biodiversidade local. O contraste entre as regiões evidencia como os fatores econômicos continuam moldando de forma decisiva o uso da terra no planeta.

Meta de 2030 e riscos para 2026

Mesmo com a queda observada, o cenário global segue longe do compromisso de erradicar e reverter o desmatamento até 2030. Para alcançar essa meta, seria necessária uma redução anual constante de pelo menos um milhão de hectares, algo que ainda não vem sendo sustentado.

As projeções para 2026 também indicam dificuldades adicionais, principalmente por causa do El Niño, que aumenta o risco de secas extremas e incêndios em áreas tropicais. Já há impactos visíveis, como os incêndios florestais prolongados no Sudeste Asiático, incluindo a Indonésia, o que reforça a fragilidade dos ganhos recentes. (reportagem ampliada com informações da agência Sputnik Brasil)

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