MEIO AMBIENTE

Nova estação de águas e esgoto deve beneficiar 270 mil moradores e ampliar o saneamento na Baixata Fluminense

Por JB RIO
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Publicado em 23/06/2026 às 12:34

Alterado em 23/06/2026 às 12:34

Comunidade na cidade de Queimados, na região metropolitana do Rio de Janeiro Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil

Queimados, Japeri e parte de Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, receberam nesta segunda-feira (22) a Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) Queimados. Construída pela concessionária Águas do Rio, a unidade tem capacidade para tratar até 51 milhões de litros de esgoto por dia.

Benefício para 270 mil moradores

A nova estrutura representa um marco para as cidades atendidas, que não contavam com sistema de tratamento de esgoto e apresentam baixo Índice de Desenvolvimento Humano (IDH). O serviço deve contribuir para a qualidade de vida de cerca de 270 mil moradores, além de ampliar o acesso a saneamento básico na região.

A construção foi viabilizada por financiamento do programa Saneamento para Todos, do Ministério das Cidades, com apoio do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). A estação foi instalada em uma área de 38,4 mil metros quadrados, próxima ao Rio Guandu, e integra um investimento total de R$ 640 milhões para fortalecer a infraestrutura de saneamento da região.

Impacto ambiental na Bacia do Guandu

Além do impacto social, a operação da ETE deve trazer ganhos ambientais importantes. Os efluentes que hoje são lançados in natura na Bacia do Guandu passarão a ser tratados, o que ajuda a reduzir a carga de poluição no manancial responsável pelo abastecimento de 9 milhões de pessoas na região metropolitana do Rio.

Durante a inauguração, o ministro das Cidades, Vladimir Lima, destacou a importância da parceria entre governos e iniciativa privada para viabilizar obras de grande porte. Segundo ele, a execução de projetos dessa escala depende da atuação conjunta com estados, prefeituras e concessionária.

Plano de expansão da Águas do Rio

A nova estação faz parte do plano de expansão do saneamento conduzido pela Águas do Rio, que já investiu R$ 6,3 bilhões em quase cinco anos de operação e prevê chegar a R$ 24 bilhões em infraestrutura sanitária nos próximos anos. Para a empresa, a entrega representa um passo importante para transformar a vida dos fluminenses, gerar empregos e recuperar mananciais.

Os números do setor reforçam a importância dessas obras. Em 2024, o país registrou 336 mil internações por doenças relacionadas à água e cerca de 11,5 mil mortes associadas a esse tipo de enfermidade, além de um impacto estimado em R$ 174 milhões para o sistema público de saúde, segundo dados do Programa Trata Brasil. (com informações da Agência Brasil)