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TSE derruba vídeos de Lula sobre Flavio Bolsonaro ser contra o término da escala 6x1

Decisão de André Mendonça impede novos impulsionamentos pagos e pressiona a Meta a desativar os anúncios

Por JB JURÍDICO

Ministro André Mendonça

O ministro André Mendonça, do Tribunal Superior Eleitoral, proibiu a campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva de impulsionar novos vídeos pagos com críticas a Flávio Bolsonaro sobre a escala 6x1. A decisão foi tomada nesse domingo (11) após pedido da campanha do senador, que alegou propaganda negativa nas peças veiculadas no Facebook.

Segundo a análise do ministro, o conteúdo tinha caráter predominantemente voltado à desqualificação do candidato, ao associá-lo à manutenção de uma jornada considerada exaustiva. Como os impulsionamentos originais já haviam sido encerrados, a medida impede apenas futuras contratações de mídia paga.

Alcance dos vídeos e reação da Meta

A campanha de Flávio Bolsonaro informou que os anúncios circularam entre 12 e 14 de setembro e somaram entre 715 mil e 820 mil impressões, alcançando 369 mil contas. Os gastos estimados ficaram entre R$ 10,4 mil e R$ 15,4 mil, segundo os dados citados no processo.

Com a decisão, a Meta, controladora do Facebook, foi notificada para desativar definitivamente os anúncios e informar os valores efetivamente pagos. O caso ainda terá análise do plenário do TSE, o que mantém a decisão em caráter preliminar.

Outra ordem contra publicações da CUT

No mesmo domingo, Mendonça também determinou que a Central Única dos Trabalhadores retirasse cinco publicações contra Flávio Bolsonaro de seu perfil institucional no Instagram. A empresa responsável pela plataforma recebeu prazo de três horas para cumprir a ordem.

Entre as postagens estavam acusações sobre vínculos com o chamado Escritório do Crime e menções a riscos para aposentadorias, Pix e folga semanal. O ministro considerou que perfis institucionais de pessoas jurídicas não podem divulgar propaganda eleitoral e que as alegações não tinham suporte factual suficiente.

Divergências internas no TSE

As decisões ocorreram no mesmo dia em que o presidente do TSE, Kassio Nunes Marques, havia suspendido um vídeo da campanha de Lula e o canal “Exército do Lula” no WhatsApp. O canal, administrado por André Janones, reunia cerca de 3,4 milhões de seguidores.

Horas depois, o corregedor-geral eleitoral, Ricardo Villas Bôas Cueva, reverteu a suspensão provisoriamente e levou o caso ao plenário. Ele afirmou que a medida integral foi adotada antes da conclusão das diligências e criticou tentativas de escolher o julgador responsável por meio de processos distintos. (reportagem ampliada com informações da Ópera Mundi)