JUSTIÇA

Empresário é condenado a 17 anos por morte em acidente com Porsche

Justiça também proibiu o réu de dirigir veículos automotores e negou o direito de recorrer em liberdade

Por JB JURÍDICO
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Publicado em 30/10/2026 às 11:42

Alterado em 30/10/2026 às 14:54

O motorista confessou em juízo que bebeu; mãe dele foi acusada de mentir para a polícia Agência Brasil

O empresário Fernando Sastre de Andrade Filho foi condenado nesta quinta-feira (29) a 17 anos, um mês e 10 dias de prisão em regime fechado pela morte do motorista de aplicativo Ornaldo da Silva Viana, de 52 anos. A decisão também determina que ele não poderá dirigir veículos automotores e que não recorra em liberdade.

A morte ocorreu em 31 de março de 2024, após um acidente na Avenida Salim Farah Maluf, no Tatuapé, zona leste de São Paulo. Segundo a acusação, Sastre conduzia um Porsche em alta velocidade e sob efeito de álcool quando atingiu a traseira do Renault Sandero dirigido pela vítima.

Laudo apontou velocidade acima do limite

O laudo do Instituto de Criminalística indicou que o veículo estava a cerca de 136 km/h no momento do impacto. No trecho onde houve a colisão, o limite de velocidade era de 50 km/h, o que reforçou a acusação contra o empresário durante o julgamento.

O processo reuniu testemunhas e perícias ao longo da audiência. Entre os depoimentos, a Justiça ouviu a policial militar Daisy Aparecida Cardoso Romão, que liberou Fernando do local sem que ele fizesse o teste do bafômetro, após a mãe dele alegar que o levaria para atendimento médico por causa de um sangramento no nariz.

Admissão de consumo de álcool durante o julgamento

Durante o julgamento, Fernando Sastre admitiu pela primeira vez que havia ingerido bebida alcoólica antes da batida. Em depoimentos anteriores, ele afirmava que havia bebido apenas água naquela noite, o que contrastou com a nova versão apresentada no tribunal.

O empresário declarou estar arrependido e pediu desculpas à família de Ornaldo da Silva Viana. Também foram ouvidos amigos do réu, que confirmaram a embriaguez, além do perito criminal Alfredo Vieira das Neves, contratado pela família de Sastre, e do filho da vítima.

Julgamento reuniu 14 testemunhas

O julgamento começou na quarta-feira (28), no Fórum Criminal da Barra Funda, na capital paulista. Ao todo, 14 testemunhas foram arroladas no processo, e 11 delas foram ouvidas pela Justiça antes da sentença.

Com a condenação, o caso passa a ter uma decisão definitiva em primeira instância com pena em regime fechado. A sentença ainda destaca a gravidade do acidente e os elementos apresentados pela acusação ao longo da ação penal. (reportagem com informações da Agência Brasil)