Ex-ministros do STF pedem apuração de denúncias na Corte
Carta enviada a Edson Fachin cobra sessão pública e investigação rigorosa sobre fatos que abalam a confiança no Supremo
Treze ex-ministros do Supremo Tribunal Federal enviaram uma carta ao atual presidente da Corte, Edson Fachin, para cobrar investigação rigorosa das denúncias envolvendo integrantes do tribunal. No documento, eles também pedem a convocação de uma sessão pública para que o Pleno analise os fatos com urgência e sob o devido processo legal.
Os signatários classificam o momento como a mais aguda crise da história da Suprema Corte. Sem mencionar nomes ou episódios específicos, afirmam que a gravidade das informações divulgadas compromete o prestígio e a autoridade do STF e exige resposta institucional imediata.
Impacto sobre a confiança na Justiça
Na avaliação dos ex-ministros, os episódios relatados vão além de uma disputa interna e atingem diretamente a confiança da população na Justiça. Eles alertam que a falta de resposta adequada pode ampliar o desgaste da imagem do tribunal e gerar efeitos sobre a estabilidade democrática do país.
A carta reúne nomes como Ayres Britto, Carlos Velloso, Celso de Mello, Cezar Peluso, Ellen Gracie, Eros Grau, Francisco Rezek, Ilmar Galvão, Joaquim Barbosa, Nelson Jobim, Néri da Silveira, Rosa Weber e Sydney Sanches. O gesto coletivo reforça a pressão para que o Supremo dê transparência ao caso e trate o tema publicamente.
Celso de Mello reforça cobrança por transparência
Em nota separada enviada a jornalistas, o ex-ministro Celso de Mello afirmou que todo integrante do Supremo deve agir para impedir que condutas ilícitas ou eticamente censuráveis lancem suspeitas sobre a Corte. Para ele, nenhuma autoridade pública pode usar a dignidade do cargo como justificativa para se esquivar de prestar contas à opinião pública.
Celso de Mello também destacou que a integridade de cada ministro influencia a confiança depositada na instituição. Segundo ele, o STF está acima de seus integrantes individuais, e preservar essa imagem depende de apuração clara, responsabilidade e resposta adequada aos fatos denunciados. (com informações da Agência Brasil)