JUSTIÇA

'Ilícita investigação' - Assista ao vivo, a partir das 10h, à sessão do STF que vai decidir o destino de Alexandre de Moraes; leia a íntegra da defesa do ministro

'Xandão' diz que diálogos com Vorcaro nunca existiram, põe em dúvida o fato de que o banqueiro tenha ou não enviado a alguém suas anotações encontradas no bloco de notas do telefone celular, e acusa André Mendonça de tentativa de golpe de Estado e vingança pelas condenações do 8 de janeiro

Por JB JURÍDICO
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Publicado em 15/09/2026 às 07:01

Alterado em 15/09/2026 às 13:35

Alexandre de Moraes e André Mendonça: quem ganhará essa queda de braço? Fotos: reproduções

ATUALIZAÇÃO DA NOTÍCIA 13h

Fachin interrompe sessão sobre Moraes; ministros vão discutir suspender julgamento

O Supremo Tribunal Federal realiza uma sessão plenária extraordinária nesta terça-feira (15) para julgar o pedido do ministro André Mendonça de abrir uma investigação sobre as relações de Alexandre de Moraes com Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master. A análise começou às 10h30 e rapidamente se transformou em um dos debates mais tensos da Corte nos últimos tempos.

Os ministros Kassio Nunes Marques e Dias Toffoli decidiram não votar. Já Gilmar Mendes e Flávio Dino pediram apartes para contestar a condução do caso e a relatoria de Edson Fachin, que defendeu a postura do tribunal diante das críticas. A sessão foi interrompida às 13h, até às 14h, e a expectativa é de retomada com uma questão de ordem que pode suspender o julgamento.

Pedido de suspensão e nova relatoria
Gilmar Mendes e Flávio Dino defenderam que o julgamento sobre Moraes seja suspenso, com a reunião das petições relacionadas ao caso e a escolha de uma nova relatoria por sorteio. A proposta é que a análise conjunta ocorra no julgamento marcado para o dia 23, na mesma data em que o plenário também examina os atos de André Mendonça.

Os ministros ainda sugeriram que magistrados de tribunais superiores cujos nomes apareçam em documentos do caso Banco Master sejam formalmente comunicados. A ideia foi apresentada como forma de dar mais transparência ao processo e evitar decisões fragmentadas sobre fatos relacionados à mesma investigação.

Troca de acusações e críticas à PF
Gilmar Mendes elevou o tom ao criticar a forma como André Mendonça conduziu a investigação. Em sua manifestação, afirmou que o colega já conhecia as menções a Moraes desde março, mas teria aguardado o período eleitoral para solicitar à Polícia Federal um relatório sobre o caso. O decano acusou Mendonça de tentar constranger o ministro e impor à Corte um fato consumado pela opinião pública.

O clima ficou ainda mais ríspido quando Gilmar disse que houve uma condução político-eleitoral do caso e fez ataques diretos ao colega. Mendonça reagiu, pediu respeito e afirmou que não aceitava ser apontado pelo decano. Em outro momento, Moraes questionou quem teria medo da Polícia Federal, enquanto Mendonça dizia ter testemunhas sobre suposta pressão na investigação. Os ministros passaram a discutir de forma aberta, em meio a acusações de vazamento e contestação sobre a atuação da PF.

Interrupção da sessão e próximos passos
Além do confronto entre os ministros, Gilmar também defendeu a criação de um “código de polícia” para disciplinar a atuação da Polícia Federal. Ao longo da sessão, surgiram referências a relatórios de inteligência, vazamentos atribuídos a gabinetes e suspeitas sobre a condução do caso, aumentando a pressão sobre o plenário.

Com a interrupção determinada por Fachin, o tribunal deve retomar a discussão com uma questão de ordem que pode redefinir o rumo do julgamento. Se a suspensão for confirmada, o caso poderá ser reorganizado para uma análise mais ampla na próxima sessão marcada, em um ambiente que já ficou marcado pela forte disputa política e institucional dentro da Corte.

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